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Os principais sistemas de armas terrestres em uso ou em via de serem incorporados nas forças de terra do mundo todo.
  • 06/30/12--08:45: DESABAFO SOBRE O FX-2.

  • Olá amigos.
    Vocês devem imaginar o tamanho do gosto que eu tenho por sistemas de armas (do revolver ao míssil balístico) para chegar a ponto de investir um tempo enorme na manutenção de 3 blogs sobre o assunto. Por isso mesmo, espero que percebam que não é de se surpreender que o assunto mexa com meu “brio”. O novo adiamento para a decisão do programa FX-2, levado a cabo pelas autoridades responsáveis (serão tão responsáveis assim?)  mostra o quanto o assunto “Defesa” é negligenciado pela classe política do Brasil. Na mesma semana que eles fazem a CAGADA de adiar o inadiável FX-2, eles aprovam um “PAC” pacote de crescimento econômico focando na compra de uma porrada de caminhões, algumas unidades do novo blindado Guarani e outras unidades do lançador de foguetes Astros 2020 (que a imprensa leiga continua, imbecilmente, chamando de lança mísseis) para dizer que “Olha, estamos trabalhando em prol da industria de defesa do país”.
    Independentemente da necessidade destes veículos, a verdade é que a maior carência de equipamento do Brasil é, justamente, de sua aviação de combate. Caso os amigos não saibam, os Mirage 2000 voam só em condição de apresentação de desfile de 7 de setembro, pois a disponibilidade dos pingados 12 caças é baixíssima. Esta semana houve um incidente de um F-5M da FAB ponde uma peça importante dele desmontou com vôo. Literalmente o caça está caindo aos pedaços.
    Dado a essas considerações, quero expressar minha profunda revolta com a senhorita Dilma Rousseff com sua incompetência escandalosa e com as autoridades de alta patente da FAB que não tem apresentado pressão suficiente para que a novela FX se conclua. O nome do Brasil já é motivo de piada no exterior por conta das trapalhadas nesse programa.
    Acredito que a Dilma e toda a classe política do Brasil só não extinguiram as nossas forças armadas por medo do que os militares poderiam “aprontar” como represália. E por isso, empurram com a barriga os problemas com nossos equipamentos obsoletos de defesa e mantêm o oficialato em “banho Maria”, sem deixar com que os problemas reais sejam resolvidos.

    Abraços



    ORIGENSPor Anderson Barros
    Na segunda metade dos anos de 1980, o Iraque, então governado por Saddam Hussein estava profundamente envolvido no conflito com o Irã. Para repor as perdas e modernizar seu exercito o governo iraquiano começou a reequipar seu exercito com novos equipamentos de diversos fornecedores como o carro de combate T-72 e PT-76 os veículos de combate de infantaria BMD-1, sistema de artilharia de foguetes BM-21 Grad de origem soviética, Obuseiros GHN-45 155 mm da Áustria e os Astros II , EE-11 Urutu e EE-9 Cascavel do Brasil durante os estudos realizados para a obtenção dos novos equipamentos para o seu exercito o Iraque se interessou pelo projeto do blindado leve Wiesel projetado pela Porshe e fabricado pela MaK da então Alemanha Ocidental, era um veículo blindado leve, sobre lagartas que não possuía equivalentes classificado como “Airportable Armoured Vehicle”, uma novidade naquela época nos finais da “Guerra Fria”. Sua função era dotar as brigadas aerotransportadas do Exército da Alemanha Ocidental com um veículo blindado de reconhecimento e capaz de ser transportado e lançado a partir de aeronaves ou mesmo helicópteros pesados. O Wiesel alemão foi fabricado somente em duas versões. A primeira delas era um veículo anticarro, denominada TOW Al e a segunda estava equipada com um único canhão Rheinmetall MK 20 Rh 202 de 20mm. No entanto, os iraquianos foram surpreendidos pela recusa do governo alemão em vender o seu novo blindado fora do âmbito dos países da OTAN. A solução era buscar outro veiculo, em outro país.
    Acima: O pequeno veículo blindado Wiesel alemão, embora similar em proposta ao EE-T-4 Ogun, era menos capaz, e a Alemanha não permitiu sua venda ao Iraque, nação que precisava de um blindado com aquelas características e que já tinha se tornado um grande cliente da empresa brasileira Engesa.

    UMA OPORTUNIDADE PARA A ENGESA.
    Na segunda metade dos anos 80 a ENGESA – Engenheiros Especializados S/A já havia se firmado como uma grande companhia na aérea de defesa, sendo que seus principais produtos eram veículos militares sobre rodas. A empresa possuía clientes nos mais variados cantos do mundo, abrangendo desde a América do sul passando pela África ate as areias dos desertos no Oriente médio. Em alguns casos a empresa possuía clientes chaves. Um desses casos era o Iraque. Autoridades militares do Iraque solicitaram a Engesa se a mesma seria capaz de projetar um veiculo blindado a partir dos requisitos do exercito iraquiano e que, em muitos pontos, possuía características semelhante ao projeto alemão Wiesel. Com o comprometimento da equipe de projetos da Engesa com outros programas (EE T-1 Osório e EE-18 Sucuri II) o novo veiculo se beneficiou em muitos pontos pois foram introduzidos os conhecimentos adquiridos nestes projetos. O projeto era muito avançado para seu tempo, visto que seu único concorrente era o próprio Wiesel e com uma particularidade, os dois projetos eram inteiramente diferentes, muito embora fossem contemporâneos.
    Os estudos começaram e em maio de 1986 foi apresentado o primeiro protótipo destinado a ensaios mecânicos. Logo em seguida um segundo foi construído e enviado para testes naquele país, surgindo assim à necessidade de se efetuar diversas modificações que levaram à construção de um terceiro protótipo. Isto não impediu que ele fosse oferecido a outros países, cujas delegações visitavam a sede da Engesa em São José dos Campos, SP, onde ocorria uma série de demonstrações deste e dos demais veículos militares ali produzidos. Paralelamente a estes testes foi construído então um quarto protótipo bem mais elaborado que os outros três e equipado com uma torreta Engesa com duas metralhadoras 7,62mm, que foi apresentado na Primeira Exposição Internacional de Produtos Militares ocorrida em Bagdá em 1989, tendo o veículo permanecido para testes no país, quando em 1991 em decorrência da Guerra do Golfo, o mesmo foi deixado em Tikrit em um Quartel do Exército iraquiano e o pessoal da Engesa retornou ao Brasil e nunca mais tivemos notícia deste veículo. Com o agravamento da crise financeira da Engesa que logo em seguida pede concordata e tem sua falência decretada em 1995, o projeto do Ogum não foi levado adiante e dos quatro protótipos apenas um existe atualmente (o segundo protótipo) e se encontra em poder do Exército, lotado no 2º Regimento de Carros de Combate em Pirassununga, SP. Uma curiosidade é o fato de ter participado de uma concorrência em Abu Dhabi em 1988 e conseguido vencer tecnicamente o Wiesel nas provas ali realizadas, aliás, a mesma em que o EE-T1 Osório venceu o italiano Ariete, venceu no campo técnico mais acabou derrotado no político.
    Acima:O  Ogun tinha por objetivo fornecer um blindado ao exército iraquiano que demonstrou interesse neste tipo de viatura e ao mesmo tempo encontrou a recusa alemã em fornecer o blindado Wiesel, já no mercado a algum tempo.

    PROTEÇÃO
    A estrutura do veiculo era formada por um monobloco composto por chapas de aço bi metálicas semelhantes às utilizadas nos blindados sobre rodas 6x6 Urutu e Cascavel, de alta resistência o que lhe dava uma resistência estrutural com ângulos de incidência e baixa silhueta o que garantia uma proteção balística efetiva, segundo o fabricante, contra o calibre 7,62mm AP. Ainda falando da proteção do Ogum, a Engesa estudou a possibilidade de instalar o EE T-4 Ogum a blindagem que foi desenvolvida para o Osório que e era formada por um composto de aço, cerâmica, alumínio e fibra de carbono esse material, somado aos ângulos do desenho do Ogum lhe garantiram uma plena capacidade contra projéteis de até 14,5 mm. Porém foi descartada por ser um veiculo pequeno devido às necessidades de se manter o baixo peso para ser transportado e lançado a partir de aeronaves de transporte ou mesmo helicópteros pesados.
    Acima: O quarto protótipo do Ogun já mostrava pontos aperfeiçoados em relação aos três antecessores. O modelo da foto apresenta uma torre com duas metralhadoras em calibre 7,62X51 mm. A proteção blindada garantia resistência a impactos de munições de calibre 7,62 mm, mesmo as perfurantes de blindagem.

    PROPULSÃO
    A opção inicial era por um motor da empresa alemã MTU.  Que possuía instalações no Brasil (pois a Engesa acreditava que no futuro o Exercito brasileiros pudesse adquiri-lo). Porém, a Engesa acabou declinando desta opção em função do seu alto custo. A segunda opção foi a instalação do motor do próprio Wiesel um motor Audi 2,5 litros 5 cilindros turbo diesel  85 cv porém esse motor foi descartado pela Engesa pelo fato de ainda estava sendo desenvolvido. A escolha definitiva recaiu sobre o propulsor Perkins modelo QT 20 B4236 diesel quatro tempos, turbinado, quatro cilindros em linha, 125 HP, transmissão automática Alisson modelo AT 545, quatro marchas à frente e uma à ré, o que lhe dava uma autonomia de 350 km, em estradas a uma velocidade de 70 km/h.  Já os dois últimos protótipos foram equipados com motor BMW modelo M21D24WA-LLK, diesel de seis cilindros, bem mais leve e com potência de 130HP, raio de ação de 360 km e uma velocidade de 75 km/h. Sua suspensão é do tipo barras de torção com três amortecedores de cada lado. As lagartas são alemãs Diehl com sapatas removíveis, guiadas pelo centro com duplo pino emborrachado, o que lhe dá baixa pressão sobre o solo.

    Acima: O Ogun não é anfíbio, mas consegue transpor rios com profundidade de 67 cm.


    VERSÕES E ARMAMENTOS
    A idéia da Engesa era que o EE T-4 Ogum constituísse uma família de blindados em várias versões que seriam baseadas sobre o mesmo chassi, permitindo assim uma economia importante, na medida em que os clientes podem comprar um maior número de unidades para diversas missões podendo assim se beneficiar da economia de escala e assim diminuir os preços de cada veiculo. A logística da manutenção é também muito facilitada. A versão inicial solicitada pelo exercito iraquiano era de um veículo de reconhecimento dotado de armamento leve. Porem a Engesa propôs as seguintes versões: Veículo Transporte de Pessoal (APC) com capacidade para quatro soldados equipados mais o motorista armado com uma torreta com uma metralhadora. 50 ou calibre 7,62 mm em suporte simples; Veículo com canhão de 20mm (o que da maior poder ofensivo nas missões de reconhecimento); Veículo com torre para duas metralhadoras 7,62mm; Veículo de reconhecimento com metralhadora .50 em torre giratória; Veículo transporte de munição; Veículo comando; Veículo Ambulância com capacidade para  três feridos, Veículo porta-morteiro 120mm; Veículo anti-tanque lançador de mísseis ( equipado com uma torre dotada de dois mísseis). Todos os veículos da família Ogum seriam equipados com Além do armamento descrito acima, todas as versões do Ogum seriam equipadas com tubos lançadores de granadas fumígenas que poderiam ser lançadas individualmente ou em grupos para fornecer uma cortina de fumaça diminuindo a visibilidade do Ogum para seus inimigos na hora que estivessem em combate.

    Acima: As cinco configurações de missão e seus armamentos mostram que o Ogum, mesmo sendo um projeto antigo, já mostrava uma certa modularidade, muito comum em projetos que apareceram 10 anos depois.


    FICHA TECNICA
    Velocidade máxima: 75 Km/h.

    Alcance máximo: 360 km.

    Motor: Um motor Perkins modelo QT 20 B4236 diesel quatro tempos, turbinado, quatro cilindros em linha, 125 HP

    Peso: 4 toneladas.

    Comprimento: 3,7 m.

    Largura: 2,14 m

    Altura: 1,35 m.
    Tripulação: 4

    Inclinação frontal: 60º

    Inclinação lateral: 30º

    Passagem de vau: 670 mm

    Obstáculo vertical: 60 mm

    Armamento: metralhadora .50 ou calibre 7,62mm, canhões 20mm lançadores de mísseis.


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    DESCRIÇÃO             Por Carlos Emilio Di Santis Junior
    Quando se pensa em uma cena clássica de desembarque anfíbio, com fuzileiros navais sendo entregue nas praias com a ajuda de veículos blindados anfíbios, o primeiro veículo que me vem na mente é o AAV-7. Uma mistura de tanque com barco, com suas grandes dimensões, acelerando da agua para a areia. Nosso enfocado deste artigo foi desenvolvido no final dos anos 60 do século XX, tendo entrado em serviço em 1972, ele se mantém firme em uso em varias forças militares do mundo, incluindo o poderoso US Marine Corps (Corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos) e no CFN (Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil). Em recente ação de combate ao trafico de drogas no Estado do Rio de Janeiro, a policia militar e a policia federal tiveram apoio da Marinha do Brasil que forneceu, através de seu corpo de fuzileiros navais, diversos veículos blindados e dentre eles, estava o AAV-7A1 que foram usados para subir no complexo do alemão.

    É interessante notar que o AAV-7 é um veículo relativamente especializado que permite poucas modificações, sendo que suas diversas versões não implicaram em modificações externas no AAV-7.

    Acima:A imagem de veículos AAV-7 chegando a praia dá um forte sinal ao inimigo sobre o peso da força que ele terá que enfrentar. a Blindagem destes veículos somada ao apoio aéreo, que normalmente apoiam os fuzileiros tornam a vida do defensor um inferno.
    O AAV-7 é lançado ao mar por um navio de desembarque anfíbio e navega até a praia para liberar suas tropas em segurança, através de sua proteção blindada. E falando em blindagem, originalmente, o AAV-7 tinha uma blindagem limitada, capaz de resistir a impactos de projéteis de armas portáteis até o calibre 7,62X51 mm. Essa característica se mostrou inadequada diante da missão da qual ele foi projetado para executar. Assim, foi desenvolvido um kit que aumenta a proteção blindada para ser instalado externamente no AAV-7 dos Marines norte-americanos que acabou semdo exportado também, de forma que os veículos dos fuzileiros do Brasil também usam este kit que melhora a sobrevivência do veículo frente a ataque de granadas propulsadas por foguetes, as famosas “RPGs”. Os AAV-7 são, também, preparados para operar em ambiente QBN (Químico, Biológico e Nuclear).

    Acima:Nesta foto pode se ver bem o kit de blindagem adicional colocada na lateral do AAV-7. Esta solução foi adotada pelos fuzileiros do Brasil também.
    O AAV-7 tem uma tripulação de 3 homens que são o comandante, motorista e o artilheiro. A capacidade de transporte é de 21 soldados equipados (fonte do fabricante), embora alguns sites afirmem que até 25 soldados podem ser transportados, preferi seguir o que a BAE System, atual fabricante do veículo afirma em sua ficha técnica.
    A capacidade ofensiva do veículo pode ser considerada limitada, pois é composta, apenas, por um lançador de granadas automático MK-19 em calibre 40X53 mm, capaz de uma cadência de tiro de 375 tiros por minuto, além de uma metralhadora pesada M-2HB em calibre 12,7X99 mm (.50), com uma cadência de tiro de 650 tiros por minuto.


    Acima:Os soldados entram e saem do AAV-7 por uma grande porta na traseira do veículo. Isso permite com que o blindado proteja os soldados enquanto os armamentos montados na torre acima do veículo dá cobertura com seu lança granadas automático e sua metralhadora M-2HB.
    A propulsão do AAV-7 é feita por um motor turbinado V8 Cummins VT400 movido a Diesel que produz 400 Hp de potência e que se liga a uma transmissão automática HS-400 A3. Este sistema permite uma velocidade de 72 km/h em estrada e 32 km/h em terrenos irregulares. Na agua, o motor move dois jatos de agua que levam o AAV-7 a uma velocidade de 9,7 km/h de navegação, sendo que o veículo pode navegar em condição de mar 3.

    Acima: A propulsão fornecida por um motor CumminsVT-400 permite ao AAV-7 navegar a 9,7 km/h, o suficiente para se chegar relativamente rápido na praia a partir da posição do navio de desembarque anfíbio.
    Embora o AAV-7 deva ser substituído em 2015 por um novo e mais capaz veículo chamado de, muitos países manterão ele em operação por bastante tempo. Atualmente, além dos Estados Unidos e Brasil, a Itália, Argentina, Coréia do Sul, Taiwan, Tailândia, Espanha, Indonésia e Venezuela são usuários deste excelente blindado. O Governo brasileiro, por sua vez, está interessado em comprar mais 26 unidades deste veículo para o corpo de fuzileiros navais que somariam aos 52 veículos do tipo já em uso, totalizando 76 unidades. 

    Acima:Um AAVC-7A1 de comando do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil. O Brasil possui, hoje, 52 veículos deste tipo em seu arsenal, e pode comprar mais 26 em breve.

    FICHA TÉCNICA

    Velocidade máxima: 72 Km/h em estrada, 32 km/h em terreno irregular.

    Alcance Máximo: 480 Km.

    Motor: um motor turbinado V8 Cummins VT400 com 400 hp de potencia.

    Peso: 23,9 Toneladas (sem a blindagem adicional).

    Comprimento: 8,1 m.

    Largura: 3,2 m; 3,6 m (com blindagem adicional).

    Altura: 3,3 m.

    Tripulação: 3 + 21 soldados.

    Inclinação frontal: 60 %.

    Inclinação lateral: 40 %.

    Obstáculo vertical: 0,9 m.

    Passagem de vau: Anfíbio

    Trincheira: 2,4.

    Armamento: Um lançador de granadas automático MK-19; uma metralhadora pesada M-2HB em calibre 12,7X99 mm (.50)


    ABAIXO PODEMOS VER UM VÍDEO COM UM DESEMBARQUE ANFÍBIO COM O AAV-7


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  • 08/17/12--09:48: COMUNICADO AOS LEITORES

  • Olá amigos.
    O motivo desse comunicado é informar aos fiéis leitores deste blog que a partir de hoje a atualização dele se tornará mais demorada devido a uma nova fase em minha vida onde comecei um curso superior que tem mostrado uma maior necessidade de atenção e investimento de tempo do que eu esperava. Como tenho a prioridade de concluir este curso para conseguir uma posição melhor no mercado de trabalho, o meu tempo disponível para as pesquisas de sistemas de armas estará muito reduzida. Não é, porém, o fim do blog, mas apenas um período em que as atualizações serão menores. No período de férias as coisas voltam como eram e as atualizações voltarão a ter um ritmo semanal como até a 15 dias atrás.
    Agradeço, de coração, a todos que visitam os 3 blogs Campo de batalha, o terrestre, o aéreo e o naval, pois não esperava que essa atividade tivesse a repercussão que teve, o que me deixou muito feliz.
    Abraços a todos e até a próxima atualização.

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    Convido a todos os leitores do Blog Campo de Batalha para prestigiar o evento de lançamento do livro "EMBRAER EMB-145 ISR" Programas, Versões, Operadores e Emprego de autoria do meu amigo e colaborador do Blog Sergio Santana. O evento terá lugar na zona norte de São Paulo, mais exatamente no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA), localizado na Av Paes Leme, 3258, Santana - São Paulo - SP 

    DESCRIÇÃO            Por Carlos Emilio Di Santis Junior
    Nos últimos dias temos assistido na imprensa mais um capitulo da interminável novela que é a situação entre Israel e o Hamas, (movimento de resistência islâmica), um grupo terrorista bastante ativo naquela região. Depois de Israel ter assassinado o chefe militar das Brigadas Al-Qassam, Ahmed al-Jaabari, iniciou-se uma retaliação por parte do Hamas contra cidades israelenses com ataques pesados com foguetes não guiados de artilharia. A total falta de precisão destas simples armas, que podem cair em qualquer lugar visa, unicamente, criar um clima de terror e pânico na população civil israelense que se tornou a principal vitima destas armas usadas por este grupo extremista. Para o azar dos radicais islâmicos, Israel e sua criativa indústria bélica desenvolveu um sistema de defesa aérea especializado em lidar com foguetes de curto alcance e granadas de artilharia calibre 155 mm.

    Acima:O foguete Katyusha usado pelo Hamas, embora sem muito valor militar devido a sua baixíssima precisão, ainda traz pânico a população israelense.
    A empresa que criou o novo sistema, batizado de Iron Dome, foi a famosa Rafael Advanced Defense Systems, que desenvolveu o sistema de forma a ter uma fácil mobilidade através de reboque por caminhões. Porém uma das maiores vantagens do sistema Iron Dome é sua capacidade de filtrar os ataques que são, efetivamente, perigosos de cair em áreas habitadas e os que passarão “batido” por estas áreas e cairão no deserto e assim economizar os mísseis do sistema para serem usados exclusivamente contra foguetes que representem perigo real contra a população. Essa capacidade é proporcionada pelo computador do sistema de gerenciamento de combate (BMC) que calcula a trajetória dos foguetes inimigos prevendo o seu ponto de impacto.

    Acima:Nesta foto temos um caminhão transportando o módulo de lançamento de mísseis Tamir, do sistema Iron Dome. O pequeno tamanho dos componentes do sistema facilitam sua mobilidade através do uso de caminhões.
    O sistema Iron Dome é composto por três elementos que são um radar de detecção e rastreio Elta EL/ M- 2084 de abertura sintética; uma unidade de gerenciamento de batalha e controle de fogo (BMC) e a unidade de lançamento de mísseis. Cada bateria do Iron Dome tem 3 unidades lançadoras com 20 mísseis cada, totalizando 60 mísseis por bateria.
    O míssil usado no sistema é o Tamir, capaz de destruir foguetes lançados até 70 km de distancia usando uma espoleta de aproximação que detona a ogiva próxima do alvo causando sua destruição. Seguindo o parâmetro de que o sistema foi usado somente contra foguetes que foram considerados potencialmente perigosos de cair em áreas habitadas, o Iron Dome apresentou elevados índices de precisão, eliminando 80% dos foguetes que foram atacados. O sistema de guiagem se dá por comando de radio que atualiza a posição do alvo através de dados coletado pelo radar de controle de fogo.

    O Iron Dome pode ser usado contra outros alvos como helicópteros ou drones (UAVs) a distancias bem curtas e a altitudes de até 10000 metros.

    Acima: O míssil da direita é o Tamir, usado no Iron Dome, e o da esquerda é o Python 5, usado para combates ar ar de curto alcance.
    A Rafael está estudando aumentar o alcance do sistema para além dos 200 km, o que seria bastante interessante uma vez que o radar EL/ M-2084 possui longo alcance que pode chegar até a 350 km contra alvos de grandes dimensões (uma aeronave de passageiros) no modo de busca ou 100 km contra pequenos alvos.

    O Iron Dome é usado somente pelas forças de defesa de Israel, atualmente, mas é evidente seu valor para uso de qualquer força armada que queira proteger suas bases avançadas em território inimigo de ataques com foguetes ou de artilharia.

    Acima:O contêiner lançador do sistema Iron Dome tem 20 mísseis e uma bateria do sistema usa 3 lançadores desse tipo.

    FICHA TÉCNICA (Míssil Tamir)

    Velocidade: 1500 km/h (estimado).

    Alcance: 70 Km.

    Altitude: 10000 metros.

    Comprimento: 3,0 m.

    Peso: 90 kg.

    Lançadores: Container rebocável com 20 mísseis.

    Guiagem: Comando de radio atualizado por uplink e um sensor eletro-óptico.



    Acima:O radar Elta EL/M-2084 representa os olhos do sistema Iron Dome. Seu alcance de bisca pode chegar a 350 km contra um alvo de grandes dimensões. 



    ABAIXO PODEMOS ASSISTIR A UMA APRESENTAÇÃO DO IRON DOME FEITA PELO SEU FABRICANTE.


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    Novamente o Blog Campo de Batalha Terrestre abre suas portas a um novo colaborador. Seu nome é Ottavio B. Correa, 19 anos, residente no Mato Grosso, iniciou sua leitura de assuntos militares através de textos que tratavam da segunda grande guerra a 3 anos atrás. Quando começou a se interessar por armamentos contemporâneos acabou vindo parar nas paginas do Blog Campo de Batalha e agora, acabou sendo "promovido" de leitor para colaborador. Seja bem vindo Ottavio B. Correa.
    DESCRIÇÃO   Por Ottavio B. Correa

    O projeto do rifle SVU (Snaiperskaya Vintovka Ukorochennaya – rifle sniper encurtado) remonta ao ano de 1970, quando havia se decido desenvolver um rifle sniper compacto pra as tropas paraquedistas soviéticas (VDV). O rifle foi projetado usando o sistema de ação padrão do Dragunov SVD, mas convertido para um “layout” bullpup. Na época, este projeto nunca passou do estágio de desenvolvimento, mas em torno de 1991, foi ressuscitado pela Tula Arms Plant e oferecido ao Ministério Russo de Assuntos Internos (MVD) como um rifle para operações urbanas.
    Acima: O fuzil SDV Dragunov acima do OTs-03 SVU. A diferença de comprimento é notável e facilita muito a mobilidade em ambiente urbano para o modelo SVU.
    Naquele tempo o MVD aceitou a oferta, mas exigiram que o rifle fosse convertido de semiautomático para uma versão totalmente automática (capaz de fazer rajadas) com modo de fogo seletivo (provavelmente inspirados pelo rifle alemão HK G8, este que é uma variação policial do HK-11 para ser usado com mira telescópica e possui modo de fogo automático). Essa conversão foi realizada pela TsKIB SOO (Uma fabrica de armas para caça e materiais militares, subsidiaria da KBP Instrument Design Bureau).
    Acima:O fuzil alemão HK-11 influenciou, certamente, a opção por acrescentar capacidade de fogo totalmente automático no OTs-03 SVU.
    Ele ficou inicialmente conhecido como OTs-03 na versão semiautomática com bipé e OTs-03AS na versão totalmente automática, com seletor de modo de disparo (SVU-AS). Em meados da década de 90 este rifle foi produzido pelo Arsenal de Tula e emitido em números limitados pra varias organizações militares ou policiais em toda a Rússia, mas sua fabricante padrão continuava sendo a  TsKIB SOO. O SVU foi visto pela primeira vez em uso na Primeira Guerra da Chechênia (1994-1996).

    Acima: Um soldado russo faz visada no seu SVU, note o grande cilindro na ponta do cano que serve para reduzir o recuo o som e as chamas dos disparos.
    O sistema de ação do SVU-AS é basicamente o mesmo do Dragunov SVD (a diferença é que o SVU-AS é automático), um sistema operado a gás onde os gases do disparo são capturados por um orifício acima do cano e transportados por uma espécie de tubo que leva um pistão a movimentar o ferrolho rotativo com três ressaltos disparando 650 tiros por minuto.
    O SVU tem um sistema de supressão de ruído, quebra-chamas e um freio de boca em uma única peça integrada ao projeto, ou seja, uma configuração padrão que já vem de fabrica que além de diminuir o barulho do disparo e das chamas, age como um diminuidor de recuo e que pode absorver até 40% da energia do “coice” que a arma dá ao disparar. Algo muito útil no campo de batalha, onde usado por atiradores furtivos, reduzem ainda mais as chances destes serem detectados, podendo fazer disparos sem serem ouvidos e também em operações noturnas onde sua posição seria dificilmente encontrada devido ao quebra-chamas diminuir, ou quase anular, o flash quando disparada e também amortecer o recuo em modo automático caso haja necessidade de se usar esse recurso. O SVU-AS além de ter o quebra-chamas/silenciador/redutor de recuo, vem com um bipé montado na parte de baixo do guarda mão.
    Acima: Atualmente o fuzil SVU é usado pelo ministério do interior da Rússia.
    O sistema de mira padrão do SVU é alça e massa de miras de ferro com bases dobráveis, com a alça ajustável entre 100 e 1300 metros. Há também trilhos laterais para se montar uma variedade de miras telescópicas e até de visão noturna, sendo que o PSO-1 (Pritsel Snaipersky Optichesky, “Mira óptica sniper”) é a mais popular, notar que esta é a mira padrão do SVD.
    Além dos itens citados acima, o SVU conta também com uma coronha móvel, ela possui uma mola que faz com que o atirador não receba diretamente o recuo da arma, funcionando como uma espécie de amortecedor. Sistema parecido com o do FG-42 alemão utilizado pelos paraquedistas na Segunda Guerra Mundial.
    Acima: A luneta PSO-1 em seu estojo do transporte. Essa mira é usada em vários rifles de precisão russos. Muito popular entre os estados membros do Pacto de Varsóvia.
    O SVU utiliza carregadores tipo “Box” padrões do rifle Dragunov com 10 cartuchos no calibre 7.62x54mmR, carregadores com maior capacidade também foram projetados, mas nunca fabricados. Esse  é um inconveniente que pode gerar dor de cabeça para quem utilizar essa arma em modo automático, sua baixa capacidade de comportar munições faz com que em modo de rajadas a munição acabe com certa rapidez, mesmo com sua relativamente baixa cadencia de tiro. Outro fator que pode ser levado em conta é a alta potencia de sua munição, mesmo com todos os aparatos para se reduzir o recuo, ele continua bastante alto.
    Acima:O OTs-03 desta foto está equipado com uma mira com intensificado de luminosidade para disparos noturnos ou em condições de luminosidade ruins.

    FICHA TÉCNICA

    Calibre: 7.62x54mm Rimmed
    Miras: 
    Padrão PSO-1 4X
    Carregador: 10 tiros.
    Taxa de tiro: 650 tiros/ min.
    Peso vazio: 
    4,4 Kg (SVU), 5,5 Kg (SVU-AS).
    Comprimento: 90 cm.

    Comprimento do cano: 52 Cm..
    Sistema de operação: Ferrolho rotativo com tomada de gases

    Alcance máximo efetivo: 1300 m.

    Velocidade do projétil:830 m/s 


    ABAIXO PODEMOS ASSITIR A UM VÍDEO COM UM OTs-03 SVU


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  • 12/04/12--17:33: ÍNDICE DO BLOG
  • ULTIMA MATÉRIA

    OTs-03 SVU

    ARMAS DE FOGO

    OTS-03 SVU

    PSG-1

    CZ-805 Bren

    MD-97

    M-16/ AR-15


    XM-25

    FN SCAR

    FN F-2000

    MP-5

    Minimi

    M-82A1/M-107A1

    XM-307/ XM-312

    AN-94 Abakan

    Sig Sauer

    MP-7

    Papop

    XM-109 Payload Rifle

    UMP

    M-60

    G-36

    P-90

    AUG

    HK-416/ HK-417

    TAR-21 Tavor


    Heckler & Koch

    M-134 Minigun

    ACR Massada

    Glock

    FAL

    XM-8

    Famas

    Taurus

    M-14

    SIG-550/ 551/ 552/ 556

    L-85A2

    L-129A1

    Imbel

    QBZ-95

    SPAS-12

    AK-47

    M-3 Super 90

    AA-12

    IA-2


    VEÍCULOS BLINDADOS

    AAV-7

    EE-T4 Ogun

    Guarani

    Rooikat

    Leopard 2A6

    AMX-56 Leclerc

    Black Eagle

    M-1A2 Abrams

    T-90

    Challenger II

    AMV

    Merkava MK-4

    BMPT Terminator

    T-84 Oplot

    K-2 Black Panther

    Osório

    Piranha IIIC

    Objekt 775 T-95

    Centauro B-1

    SK-105 Kurassier

    Dingo 2

    C-1 Ariete

    Type 99

    M-2/ M-3 Bradley

    Leopard 1A5

    Puma

    CV-90

    Type 10

    T-84 Yatagan

    MRAV Boxer

    2S25 Sprut SD

    2T Stalker

    TAM

    Arjun

    EE-17 Sucuri 1

    AV-VB-4 Guara

    AV VBL

    EE-18 Sucuri II

    Al Khalid

    ARTILHARIA

    Astros II

    PzH-2000

    BM-30 Smerch

    XM-1203 NLOS-C

    FH-77 BH-52 Archer

    M-270 MLRS

    M-109 A6 Paladin

    SISTEMAS DE DEFESA ANTIAÉREA

    Iron Dome

    GEPARD

    S-300/S-400

    BUK M1/ M1-2

    THAAD

    TOR M-1

    MIM-104 Patriot

    RBS-23 Bamse

    Skyshield 35

    9K22 Tunguska

    Spyder

    Pantsir S-1

    MISSEIS BALÍSTICOS

    ICBMs

    O poder nuclear de Israel

    SS-26 Stone/ Iskander


    FORÇAS ESPECIAIS

    US NAVY SEAL
    SAS
    Ranger
    Spetsnaz
    BOPE
    US Marine Corps USMC
    Para SAR
    T.I.G.R.E

    ANALISE
    Proteção blindada
    A nova preocupação do Pentágono
    Modernização do Exército brasileiro: Sugestões
    Munições em guerra
    Defesa contra quem?

    VÍDEOS
    Treinamento PMC (Private Military Company)
    BTR-60 e BDRM-2 atirando
    Treinamento com carabinas Magpul




    ORIGENS.Por Anderson Barros

    Em 1993 o Estado Maior do então Ministério da Aeronáutica aprovou a criação de uma nova tropa voltada para a realização de Missões Especiais com responsabilidades ampliadas, maior flexibilidade de emprego, e maior autonomia na realização de missões. Os primeiros operadores da nova tropa foram selecionados de unidades de infantaria da FAB e de militares do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS) passando a ser conhecida como GEI (Grupo Especial de Infantaria) posteriormente foi renomeado para Pelotão Especial de Infantaria (PEI) e mais tarde recebendo a designação de Pelotão de Operações Especiais (PELOPES-RJ) sendo sediada no Batalhão de Infantaria BINFA no Rio de Janeiro (atual Batalhão de Infantaria Especial do Rio de Janeiro - BINFAE-RJ) sediado no III COMAR. O Estágio Básico de Admissão ao PELOPES foi sendo ministrado por oficiais de infantaria da Força Aérea Brasileira, lotados no III Comando Aéreo Regional e que haviam se especializado em ações de comandos, através do curso de ações de comandos da Companhia de Ações de Comandos (atual 1º Batalhão de Ações de Comandos), na época subunidade do 1º Batalhão de Forças Especiais do Exército Brasileiro, estes oficiais também haviam concluído o COESP-PMERJdo Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, assim como o curso de para-comandos do Esquadrão Aero terrestre de Salvamento (PARA-SAR) da FAB. Sua designação atual PUNHAL veio após a operação Rio, onde os integrantes do então PELOPES-RJ participaram da tomada de favelas cariocas em conjunto com militares de elite do EB e da Marinha. Onde recebeu o código de chamada “PUNHAL” poder distinguir este grupo de outras unidades nesta operação, desde então passou a ser designada por esta denominação que carrega até os dias de hoje. Logo a palavra foi incorporada ao grito de guerra da tropa: INFILTRA! DESTRÓI! RETRAI! PUNHAL!
    Acima:Os soldados do PUNHAL são treinados para operar em todos os ambientes encontrrados no Brasil. Aqui, os soldados estão no Estágio de Adaptação à Caatinga (EAC) do exercito brasileiro que os prepara para operar em ambientes semi-árido.
    Em 2002 o Estágio Básico de Admissão ao Pelotão de Operações Especiais (PELOPES), quando foi redesignado Estágio de Operações Especiais. Sendo posteriormente sua denominação,  alterada para “Curso de Operações Especiais”, tornando-se formação padrão para os novos integrantes dos Pelotões de Operações Especiais do III COMAR, o que inclui além do Pelotão PUNHAL, os PELOPES do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial dos Afonsos PELOPES-AF e do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial do Galeão PELOPES-GL. A partir de 2008 o passou a ser denominado “Curso de Operações Especiais em Segurança e Defesa” (COESD), destinado a formar integrantes dos PELOPES da FAB, mas podendo ser freqüentado também por militares do Exército e da Marinha brasileiros. Desde então o PUNHAL vem se tornando o Curso de Operações Especiais padrão da FAB substituindo gradativamente o Para-Comandos (este ultimo sendo apenas aplicado para os membros do EAS).
    O Pelotão PUNHAL apesar de apenas um pouco mais de uma década de existência, já se firmou ao lado do Esquadrão Aero terrestre de Salvamento (EAS-PARA-SAR), como unidade de elite Aero terrestre da FAB, sendo a única unidade da FAB criada exclusivamente para cumprir missões de comandos incumbido de realizar operações especiais em qualquer local do Brasil ou exterior, a fim de garantir a segurança do pessoal, material bélico, aeronaves, interesses e operacionalidade das bases aéreas da Força Aérea Brasileira.
    Acima:O PUNHAL representa uma das tropas de elite do Brasil, representando a FAB nas missões especiais designadas em qualquer luygar do território nacional ou no estrangeiro como no Haiti vista nesta foto. 

    TREINAMENTO
    O treinamento de formação do PUNHAL e considerado um dos mais rigorosos do Brasil. Para ingressar no Pelotão PUNHAL o interessado deve inscrever-se no COESD Curso de Operações Especiais em Segurança e Defesa - PUNHAL e conseguir concluir todas as etapas do curso. O aluno do COESD apresenta as seguintes características e deve atender às seguintes condições para a matrícula: Ser voluntário, fator fundamental em uma tropa em que muitas vezes ultrapassa seus próprios limites físicos e psicológicos, ao contrario do PARA-SAR o Pelotão PUNHAL admite militares do quadro temporário como soldados de segunda classe, soldados de primeira classe e cabos não estabilizados e estar servindo em Unidade de Infantaria.
    Os objetivos visam preparar o combatente para realizar missões de caráter não convencional confiadas aos PELOPES, de acordo com o interesse do Comando da Aeronáutica proporcionando aos alunos conhecimentos que os capacitem planejar e executar missões como componentes de um Pelotão de Operações Especiais em proveito da segurança e defesa, bem como na condução da formação e treinamento de suas equipes; demonstrar atitudes compatíveis com a função de um Elemento de Operações Especiais; valorizar o papel das atividades operacionais desempenhadas por uma Tropa Especial.

    Os futuros alunos passam por uma pré-seleção em que cada candidato passa por um duro teste de aptidão física (natação, corrida, força, resistência, etc.) que visa avaliar seu condicionamento físico.  O treinamento dado aos candidatos aprovados para entrarem no “Curso de Operações Especiais em Segurança e Defesa” (COESD) PUNHAL é dividido em varias fases, cada uma recebendo tipos de instruções diferentes. A primeira fase do treinamento dos futuros Punhais visa preparar os alunos para um condicionamento físico e psicológico básico. A primeira semana é conhecida como semana zero ou semana do inferno (Hell Week) onde os alunos recebem um intenso treinamento físico militar voltado para operações especiais. Essa semana também visa a eliminação dos candidatos mais fracos. Os alunos são levados ao limite físico e psicológico onde a maior parte dos candidatos pedem para ir embora. Nessa fase as instruções são realizadas nas dependências do III COMAR e a seguir numa área em torno da represa de Ribeirão das Lajes, localizada em Paracambi, Estado do Rio de Janeiro. Nesta fase os alunos são submetidos a corridas plenamente equipados para combate, além de superar trechos com obstáculos, natação utilitária em rios e oceano, nós e amarrações, navegação terrestre, combate corpo a corpo, técnicas de camuflagem, tática de combate terrestre e treinamento físico militar voltado para operações especiais.
    Acima: O elemento do PUNHAL é preparado para todo o tipo de sutuação de combate, incluindo operações anfíbias. Nesta foto o soldado está usando um moderno fuzil Sig 551 em calibre 5,56X45 mm.
    A segunda fase, os alunos do PUNHAL mantêm o treinamento físico militar e começam a receber instruções de outras tropas como operações anfíbias, resgate e retomada onde os operadores PUNHAL recebem instrução de Close Quarter Battle (CQB), onde aprendem a lutar no interior de edificações, aeronaves, ônibus, embarcações e trens, com o objetivo de resgatar reféns ou simplesmente eliminar o inimigo sendo ministrado pelo Comandos Anfíbios dos Fuzileiros Navais, uso de agentes químicos e explosivos, patrulhas, segurança de comboios, noções de inteligência, doutrina de combate em localidades que visam à realização de ações com enfrentamento em meio urbano e uso dos sentidos na identificação de distâncias visuais e ruídos dos disparos de armas de fogo. Esse treinamento é ministrado em conjuntos com o BOPE-RJ. A fase final é integrada por operações helitransportadas, instruções de Montanhismo com a  travessia das Serras do Camorim e dos Órgãos posteriormente os operadores PUNHAL realizam o estágio de escalador militar – executado no 12º Batalhão de Montanha do Exército Brasileiro (quando são executadas patrulhas e navegação terrestre). O operador PUNHAL também realiza instruções de exercício simulado UTEPAS - UNIDADE DE TREINAMENTO ESPECIAL DE AERONAVES SUBMERSAS. Treinamento desenvolvido pela Marinha do Brasil com a finalidade de melhorar a sobrevivência de quedas de aeronaves de asa rotativa na água (helicóptero) na base aeronaval de São Pedro d’Aldeia.
    Acima:O grupo PUNHAL recebendo treinamento  UTEPAS - UNIDADE DE TREINAMENTO ESPECIAL DE AERONAVES SUBMERSAS visando aprimorar a capacidade de sobrevivência dentro de aeronaves submersas.
    Todos os integrantes do Pelotão PUNHAL, após concluírem o Curso de Operações Especiais em Segurança e Defesa, são enviados ao Centro de Instrução Pára-Quedista General Penha Brasil (CIPqdtGPB) na Brigada de Infantaria Pára-quedista para realização do curso de pára-quedista militar com saltos semi-automáticos, e salto livre de paraquedas. Por fim os militares estabilizados realizam outros três cursos também ministrados pelo exercito (mestre de salto, mestre de salto livre e mestre de salto precursor), sendo a conclusão com êxito deste curso muito importante para a formação dos comandos do Pelotão PUNHAL, já que o Pelotão PUNHAL é uma unidade que cumpri missões aero terrestres.

    O Pelotão PUNHAL sempre mantém suas equipes atualizadas e buscando cada vez mais especializar seus homens para o emprego em distintos ambientes operacionais e atualizar os conhecimentos sobre novas técnicas com as forças que empregam tais equipes especializadas neste caso destacam-se os curso do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS). Reconhecido como o melhor em todo o mundo em seu gênero. Curso de mergulhador de combate (conduzido pela Marinha do Brasil) capacitando-os a executar, os diversos tipos de Operações Especiais submarinas. Na caatinga, em particular são realizados adaptação à Caatinga (EAC) do Exército Brasileiro, especializados em operações na região de clima semi-árido. Curso de Operações Especiais ministrado pelo BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da polícia do Rio de Janeiro, o treinamento dado consiste na aprendizagem de táticas de progressão em favelas,combate ao terrorismo, progressão em área urbana, aperfeiçoamento de Tiro (tiro policial), curso de ações de comandos ministrado pelo Exército, realizando também diversos outros cursos.
    Acima:A operação antisequestro é uma das qualificações desta tropa de elite da Força Aérea Brasileira está qualificada para executar. Na foto o GERR (Grupo Especial de Retomada e Resgate), grupo especializado dentro do PUNHAL nessa modalidade de combate.


    EM AÇÃO
    Batismo do Punhal.
    O Pelotão PUNHAL foi incumbido de apoiar tropas especiais do Exército e da Marinha, que durante a chamada Operação Rio, tomou de assalto pontos de venda de drogas em favelas cariocas. Devido ao sucesso e grande êxito dessas operações que se sucederam durante a operação Rio, o pelotão PUNHAL, foi merecedor de um elogio feito pelo comandante do Comando Militar do Leste, em ofício encaminhado ao comandante do III COMAR. 
    Missão no Haiti.
    Reconhecendo o seu alto grau de profissionalismo e qualificação, em 2010, cinco dias após o terremoto que assolou o Haiti, o Ministério da Defesa em conjunto com o Comando da Aeronáutica decide enviar o pelotão PUNHAL para compor a MINUSTAH (Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti) com a missão de prover segurança ao Hospital de Campanha e a unidade celular de intendência montados pela FAB para atender o povo haitiano por ocasião daquela catástrofe. Tornando-se assim a primeira tropa da infantaria da Aeronáutica a cumprir missão no exterior.
    Outras operações.
    A mais recente missão atribuída ao Pelotão PUNHAL foi a segurança de autoridades durante os Jogos Mundiais Militares realizado no Rio de Janeiro em 2011. Outra missão atribuída ao PUNHAL foi a segurança dos comboios da comitiva do Presidente Americano Barack Obama durante sua visita ao Rio de Janeiro.  Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, foi realizada na cidade do Rio de Janeiro o Pelotão PUNHAL atuou ao lado do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS - Para-Sar) na segurança das comitivas que passam pelos aeroportos do Rio de Janeiro e pela Base Aérea do Galeão durante a Rio + 20. As missões atribuídas as Forças Especiais da FAB foram desde o acompanhamento à distância até, em último caso, retomar uma aeronave sob controle hostil. Para isso a FAB empregou o PUNHAL juntamente com o Para-Sar durante a Rio+20. Onde os membros do PUNHAL puderam operar em conjunto com o Para SAR sendo a primeira missão conjunta das duas tropas de operações especiais da FAB.
    Acima:Os soldados PUNHAL se preparam para um salto de alta altitude HALO (High Altitude/ low opening) e HAHO (High Altitude // High opening).

    ARMAMENTO
    Os operadores PUNHAIS contam com equipamentos modernos, como botes de infiltração e patrulha, kits de primeiros socorros, equipamentos para escalada, facões, moto-serras, designadores laser, óculos de visão noturna (NGV Night Vision Goggles), sistema M3TR (Fabricados pela Rohde & Schwarz) que permite a transmissão de dados e voz criptografados e com salto de freqüências para garantir a segurança e o sigilo da missão. Seguindo a tradição de algumas tropas modernas ao redor do mundo o Pelotão PUNHAL possui uma faca de combate projetada de acordo com suas necessidades a “Urutu PUNHAL”. Uma arma característica da tropa que segue, por exemplo, o conceito dos Gurkhas que possuem uma faca própria com uma lâmina de formato curvo conhecida como Kukri.
    Acima:Embora não seja uma arma ideal para tiros de precisão a longa distancia, devido ao calibre 5,56X45 mm, o PUNHAL possui alguns de seus HK-33 equipado com miras opticas e bipé para apoio em tiros de maior precisão.
    O armamento padrão do operador PUNHAL é composto pelo fuzil HK-33 desenvolvido pela empresa alemã Heckler & Koch possuindo coronha fixa de polímero ou coronha metálica retrátil. Podendo ser equipado com baioneta e lançador de granadas lançador de granadas HK-69A1 de 40 mm na parte de baixo da telha e mira óptica ACOG. O PUNHAL também utiliza o fuzil suíço SIG SG-551(5,56 X 45 mm), uma versão com cano mais curto (14 polegadas) do celebre fuzil SG-550, já descrito por este blog, permitindo seu manejo em áreas apertadas como dentro de um helicópteros ou aeronave de transporte de pára-quedistas.  Pistolas Taurus PT-92, Beretta M-92, calibre 9 mm ou a velha pistola IMBEL M-973  9 mm que é baseada na modelo da pistola Colt 1911. Submetralhadora Taurus MT-12 9 mm, metralhadoras Browning M-2HB em calibre .50 (12,7mm ) e FN MAG, em 7.62mm , escopeta Gaugio 12 CBC/Boito e o fuzil Sniper HK PSG-1. Futuramente a FAB ira adotar o Fuzil IMBEL IA2 e o PUNHAL poderá contar com um fuzil moderno de fabricação nacional.

    Acima:O PUNHAL está equipado com o moderno fuzil SIG 551. Porém, por uma questão de padronizar o armamento, está previsto que o PUNHAL receba os novos fuzis Imbel IA-2 em calibre 5,56X45 mm.
    O Pelotão PUNHAL também conta com armas utilizadas exclusivamente pelas Forças Especiais da FAB como a Carabina M-4A1, calibre 5,56X45 mm que pode receber um lançador M-203 de 40 mm, Submetralhadora MP-5 calibre 9 mm. Submetralhadoras Mini-Uzi, calibre 9x19mm e o Míssil Portátil SAM Superfície-Ar 9K38 IGLA. Alem dessas armas os operadores PUNHAL também contam com o uso da Besta (Crossbow) em missões que a eliminação do inimigo devido a sua operação silenciosa para que a  missão seja realizada com sucesso.

    Fuzil HK-33 em calibre 5,56X45 mm.
    Fuzil HK-33 com lançador de granadas HK-69A1 de 40 mm.
    Fuzil SIG 551 em calibre 5,56X45 mm.
    Fuzil Colt M-4A1 em calibre 5,56X45 mm.
    Fuzil Colt M-4A1 com lançador de granadas M-203 de 40 mm.

    Fuzil Imbel IA-2 em calibre 5,56X45 mm.
    Fuzil HK PSG-1 em calibre 7,62X51 mm.
    Pistola Taurus PT-92 em calibre 9 mm.
    Pistola Imbel M-973 em calibre 9 mm.
    Submetralhadora Taurus/ Beretta MT-12 em calibre 9 mm.
    Submetralhadora HK MP-5 SD em calibre 9 mm.
    Submetralhadora Mini UZI em calibre 9 mm.

     Espingarda Boito pump calibre 12.

    Metralhadora FN MAG em calibre 7,62X51 mm.



     Metralhadora pesada Browning M-2HB em calibre .50 (12,7X99 mm).

    ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COM IMAGENS E CENAS DO PUNHAL.



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    Olá amigos.

    Quero deixar meus sinceros votos de um feliz natal e de um próspero ano novo a todos que contribuíram com esse trabalho do Campo de Batalha, seja acessando este site para suas pesquisas, comentando suas postagens ou escrevendo artigos para ele.

    Aos colaboradores Anderson Barros, Sergio Santana, Everton Luiz Vasconcelos Pedrosa, Tulio Ricardo Moreira, Marcel Ribeiro Castro, Carlos Augusto Garcia Pacheco, Yuri Pricken de Bem, Ottavio Bruno Correa e Neison Santos, quero deixar meu agradecimento público a o esforço que vocês fizeram para contribuir para o crescimento do blog e da qualidade de seu conteúdo. Muito obrigado mesmo.

    Um forte abraço a todos!

    ABAIXO UM "DIVERTIDO" VÍDEO COM UM POUCO DE FOGOS DE UMA M-134 MINIGUN!!!!!

    DESCRIÇÃO Por Carlos Emílio Di Santis Junior
    O termo MRAP significa Mine Resistant Ambush Protected vehicle, ou veículo resistente a emboscadas com minas. Embora o conceito seja relativamente antigo, ele acabou e tornando mais popular nas recentes guerras que os Estados Unidos levaram a cabo no Iraque e Afeganistão, devido a grandes quantidades de ocorrência de emboscadas com IEDs (Explosivos improvisados) que destruíram inúmeros veículos das forças norte americanas. Por isso, ainda é mais comum associar, erroneamente, esse conceito a veículos desenvolvidos nos Estados Unidos atualmente.

    A Servia desenvolveu seu próprio MRAP através da indústria SPDR baseado num caminhão de uso geral TAM 150 produzido por ela. O novo veículo foi batizado de BTR-SR-8808 Lazar e tem a configuração 8X8 como a maioria dos novos transportes de tropas que estão sendo oferecidos no mercado. As características do Lazar o colocam em uma categoria intermediária entre um MRAP comum e um veículo de transporte de tropas clássico. Podem ser transportados 10 soldados totalmente equipados mais o comandante, o motorista e um artilheiro.
    Acima: O chassi do Lazar é o mesmo do caminhão TAM-150 produzido pela Yogoimport, com a devida modificação para usar 4 eixos e tração 8X8.
    O Lazar está equipado com um motor a diesel que fornece 400 HP para suas 8 rodas  levar o veículo a uma velocidade máxima de 90 km/h. A autonomia do veículo chega a 600 km, uma distancia que pode ser considerada muito boa. O Lazar não é anfíbio, mas pode ultrapassar rios com profundidade máxima de 1,3 metros. Os pneus são do tipo run flat podendo, assim, rodar mesmo furados ou danificados em combate.

    Acima:O Lazar, recebeu um motor a diesel de 400 Hp de potencia para poder conseguir atingir dos requisitos de velocidade, aceleração e mobilidade em pisos irregulares.  É interessante notar que nem no site do fabricante há a informação do modelo de motor usado.
    O Lazar possui alguns sistemas eletrônicos de apoio como uma câmera estabilizada de imagem térmica, um sistema de câmera CCD-TV, um telêmetro a laser para medir distancia e um sistema de navegação por GPS integrado a um radio que permite, além de visualizar a própria posição, ainda planejar soluções táticas, trocar informações com outros veículos e com tropas e ver a posição dos outros membros do grupo.

    Acima:O Lazar possui uma suite de equipamentos eletrônicos como sensores de imagem térmica, câmeras de TV e sistemas de comunicação com GPS integrados que dão uma boa capacidade de consciência situacional.
    Sua blindagem básica é padrão STANAG 4569 nível III+ na frente, o que significa que na parte frontal, o Lazar é a prova de impactos de calibre 12,7X99 mm (.50) AP (armor piercing ou perfurante de blindagem), e nível II em todos os outros lados na carroceria. Esse nível resiste a disparos de armas leves portáteis até o calibre 7,62X51 mm a distancias até 30 metros. Dado a modularidade do veículo, essa proteção pode ser ampliada com a instalação de módulos removíveis de blindagem que elevam o nível de proteção para V na frente, capaz de “segura” disparos de granadas de 25 mm, e nível IV no resto do veículo, o que o torna resistente a disparos de munição 14,5X114 AP. Para finalizar, se necessário, o Lazar pode receber blindagem reativa para proteger a tripulação de impactos de RPGs, muito usada contra as forças norte americanas no Iraque e Afeganistão, e altamente destrutiva. Existe uma característica interessante no Lazar e que uma pessoa mais observadora logo nota. Ele possui janelas em sua lateral, e este é um dos elementos que o torna menos protegido que um veículo de transporte de tropas convencional. Estas janelas possuem proteção balística elevada, porém não do mesmo nível da blindagem do carro. Assim, na frente, os vidros “aguentam” disparos de armas até o calibre 7,62X51 mm AP (perfurantes de blindagem), enquanto que as janelas laterais podem levar tiros do mesmo calibre, mas com projéteis convencionais (não perfurantes de blindagem). Outro elemento de proteção disponível no Lazar é seu sistema de ar condicionado com filtros que dão capacidade de proteção contra ambientes de guerra química, biológica e nuclear (NBQ).
    Acima: O Lazar, diferentemente de IFVs como o Piranha IIIC ou o AMV da Patria, possui janelas, o que o torna mais vulnerável a ataques do inimigo, mesmo considerando que o vidro blindado destas janelas são bastante resistentes. 
    O Lazar pode ser armado com diversos tipos de torres de armamento. Estão incluídas aqui metralhadoras Zastava M-87 calibre 12,7X108 mm que pode ser convencional ou operada remotamente, de dentro da viatura. Esta metralhadora pesada possui uma cadência de 700 tiros por minuto. A metralhadora coaxial é uma Zastava M-86 em calibre 7,62X54 mm com cadência de 800 tiros por minuto.
    Outras configurações de armas possíveis são a instalação de um canhão M-55 em calibre 20 mm, controlado de dentro da torre ou um canhão em calibre 30 mm. Podem ser usados 2  mísseis antitanque 9M14 Malyutka 2 (AT-3D Sagger, pela nomenclatura da OTAN) que são guiados por comando de linha de visada e possuem um alcance  de 3000 metros, possuindo capacidade de penetrar até 800 mm de blindagem.

    Lançadores de granadas automáticos BGA-30 de 30 mm, também podem ser instalados no Lazar.

    Acima: Embora seja uma arma antiquada, o míssil 9M14 Malyutka 2, usado no Lazar, consegue fazer um "estrago" em um veículo blindado leve inimigo.
    O Lazar foi pensado como um veículo MRAP, mas depois desta pesquisa sobre ele, ficou claro para mim que ele supera a capacidade dos veículos desta classe, porém, não chega a ser um AFV (Armoured Fighting Vehicles). É uma viatura muito interessante para missões de imposição e manutenção de paz em teatros de operação perigosos onde haja rebeldes bem armados, e em situações especiais policiais como a que se viu na tomada do morro do alemão no Rio de Janeiro.
     

    Acima:Os soldados transportados no Lazar usam uma saída por trás como nos veículos de transporte de tropas ocidentais. Isso fornece uma proteção maior nesse momento critico do combate. 
    FICHA TÉCNICA

    Velocidade máxima: 90 Km/h.

    Alcance máximo: 600 Km.

    Peso: 16,3 toneladas.

    Comprimento: 7,25 m.

    Largura: 2,4 m.

    Altura: 2,45 m.

    Tripulação: 3+10 soldados equipados.

    Inclinação frontal: 60º

    Inclinação lateral: 30º

    Passagem de vau: 1,3 m

    Obstáculo vertical: 0,6 m

    Armamento: Variável com a versão. Ver texto.

    Motor: Um motor a diesel com 400 Hp.(modelo não especificado)


    ABAIXO PODEMOS ASSISTIR A UM VÍDEO DO LAZAR.


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    DESCRIÇÂOPor Carlos Emilio Di Santis Junior

    Uma das armas de origem soviética mais destacada da história, o Dragunov, também conhecido como SVD (Snayperskaya Vintovka Dragunova) ou Dragunov Sniper Rifle surgiu em 1959, fruto da mente de Yevgeny Fyodorovich Dragunov, chamado para desenvolver um fuzil de precisão semiautomático de apoio que entraria em uma concorrência para fornecer uma arma para disparos rápidos a media distancias. O fuzil de Dragunov, o SVD foi o escolhido em 1963 para equipar as tropas russas.
    Como se pode ver, originalmente, o Dragunov não foi concebido para ser apenas um fuzil de sniper e sim como uma arma de apoio ou fuzil para um atirador designado (Designated Marksman), cobrindo a lacuna de precisão deixada pela incapacidade do velho AK-47 em conseguir engajar alvos a distancias de 600 metros com precisão. Dada a suas características, acabou sendo adotada por algumas tropas como arma de precisão (sniper). No Iraque, por exemplo, é um armamento muito comum nas mãos dos “rebeldes” que o usam para derrubar soldados americanos e seus aliados a longas distancias. O alcance efetivo declarado é de 800 metros, porém, testes mostraram que a arma consegue boa precisão até 1000 metros.

    Acima:Os primeiros Dragunovs, como o da foto, tinham acoronha e a telha  produzidos em madeira, dando um aspecto sólido e resistente para o armamento.
    Quando comparado a um fuzil sniper ocidental, o Dragunov se mostra muito mais leve. Um bom exemplo é observar que um fuzil HK PSG-1, já foco de matéria neste blog, pesa, vazio, 7,2 kg, enquanto que o Dragunov pesa somente 3,7 kg, praticamente o mesmo peso de alguns fuzis de assalto, tipo de arma, tipicamente mais leve que um sniper padrão. Seu cano, mais leve que a de um fuzil sniper ocidental, permite uma boa precisão, mas nada excepcional quando comparado a estas armas. O interior do cano é tratado com cromo dando maior durabilidade a peça. O freio de boca possui um supressor de flash que além de dificultar que o atirador seja visto pelo inimigo no momento do disparo, ainda tem um efeito de diminuir o recuo do disparo. Outra característica interessante que leva a uma diminuição do peso total da arma é sua coronha esqueletizada, algo incomum na época de seu projeto.
    Acima: Um soldado russo durante a guerra na Chechênia faz visada com seu Dragunov. Notem que a telha deste exemplar já apresenta coloração negra, caracterizando os modelos mais recentes que tiveram as peças de madeira substituídas pelo uso de polímero.
    O sistema de funcionamento do Dragunov é feito pela captação dos gases do disparo que entram por um orifício dentro do cano e que levam ao movimento de uma haste que é empurrada para trás, movimentando um ferrolho rotativo com 3 ressaltos. Existe um botão que regula a captação de gases para configurar a velocidade da movimentação do ferrolho, como no FAL usado pelo exército brasileiro, de forma que na posição 1, a arma deverá estar perfeitamente limpa, enquanto que, quando a arma estiver suja, depois de muitos disparos, se posiciona o botão na posição 2 para garantir um melhor funcionamento do sistema de alimentação da arma.

    Após o ultimo disparo o ferrolho trava aberto e pode ser liberado puxando ele, manualmente, para traz e o soltando. O Dragunov tem um carregador de 10 tiros, no potente calibre 7,62X54 mm R, munição, esta que consegue uma velocidade na boca do cano de 810 m/seg na boca do cano, gerando 2660 ft-lbf de potência.
    Acima:O projétil da munição calibre 7,62X54 mmR usada no Dragunov é relativamente pesada e sua elevada potência resulta em um grande poder de parada.
    O Dragunov tem um sistema de mira convencional regulável até 1200 metros, porém, esse sistema pouco é usado uma vez em que o normal é o uso de uma luneta PSO-1, com aumento de 4X e que bem caracteriza o armamento em questão, por ser um acessório onipresente nesse fuzil. Um fato interessante é que na época em que foi apresentada a luneta PSO-1, em 1964, ela era a mais avançada mira óptica disponível para uso em um fuzil desenvolvido sniper. Mesmo sendo a mira mais comum no Dragunov, nada impede de serem usadas outras lunetas de procedência diferente, sendo necessário, porém, a mão de obra técnica de um armeiro para adapta-la ao Dragunov, pois este não apresenta a modularidade característica das armas projetadas depois dos anos 90, uma vez que se trata de um fuzil da época da guerra fria, mais especificamente dos anos 60.
    Acima:O retículo da luneta PSO-1, usada no Dragunov, traz escalas que facilitam ao atirador calcular a distancia do alvo para poder fazer a compensação do tiro.
    Atualmente existe uma versão modificada para ser usada por tropas paraquedistas conhecida como SVDS, caracterizada por possuir um cano mais curto (52 cm, contra 68,5 cm da versão SVD original) e com um supressor de flash novo, além de uma coronha rebatível para uso em ambientes apertados de uma aeronave.

    Hoje, diferentemente da época de seu lançamento, o Dragunov é produzido com polímeros em substituição a suas peças de madeira (coronha e telha), o que dá um ar mais atual ao velho projeto, além de contribuir para seu, já, baixo peso. A produção do SVD continua, depois de 50 anos de sua apresentação e não há sinais de que seja suspensa nos próximos anos. Sua confiabilidade, letalidade e preço, o fazem uma arma muito atraente ainda, principalmente por tropas de nações com menos poder aquisitivo e por isso podemos ter certeza que veremos estes bons fuzis nas mãos de militares de muitas nações ao redor do mundo por muitos anos ainda.
    Acima: O fuzil do alto é a versão SVDS do Dragunov, que possui um cano mais curto, freio de boca modificado e uma coronha rebatível. O exemplar de baixo é o atual SVD Dragunov com sua coronha e telhas de polímero.
    FICHA TÉCNICA

    Calibre: 7.62x54mm Rimmed
    Miras: Padrão PSO-1 4X
    Carregador: 10 tiros.
    Peso vazio: 4,3 Kg.
    Comprimento: 113,5 cm.

    Comprimento do cano: 68,5 Cm..
    Sistema de operação: Ferrolho rotativo com tomada de gases

    Alcance máximo efetivo: 800 m.

    Velocidade do projétil: 810 m/s 


    ABAIXO PODEMOS ASSISTIR A UM VÍDEO COM O SVD DRAGUNOV DISPARANDO. 




    Acima:Uma militar dos fuzileiros navais dos Estados Unidos (USMC), durante teste com uma SVDS.

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    A primeira aviadora oficial da força aérea brasileira pediu baixa para assumir um cargo burocrático na auditoria da controladoria geral da União. Um militar, para chegar a tenente, como ela, precisa passar por estudos bastante exigentes, treinamento e ter muita paciência para se conseguir atingir seus objetivos. Normalmente são profissionais com qualificação maior do que muito civil que ganha o dobro deles para fazer muito menos. É uma vergonha para mim, como brasileiro, ver que as forças armadas são tão negligenciadas pelos políticos brasileiros (para mim, todos corruptos, pois duvido que alguém preste dentro do congresso e do poder executivo), que faz uma pessoa que passou por tantas dificuldades para entrar para a história do país (ela foi a primeira aviadora da FAB), a desistir disso para trabalhar em algo que ela possa receber um salario de acordo com o que ela certamente merece. Fora a questão da remuneração baixa, como aqui comentei, o sucateamento das forças armadas levam a uma desmotivação geral quanto a seguir a nobre carreira militar. Enquanto isso, o povinho do país (no diminutivo mesmo, pois não passam de uns idiotas) assiste a merda do Big Brother, cheio de veados e putas, assiste, alegremente a bosta imunda do carnaval, a maior imbecilidade publica deste planeta.



  • 04/17/13--11:15: PETIÇÃO PARA FX-2


  • Olá amigos. 
    Segue uma petição para assinatura online para que nossas autoridades envolvidas no programa m FX-2 escolham logo o novo caça, tão necessário para a composição de nossa linha de defesa.
    Peço a todos que entrem nesse link e assinem esta petição.
    http://www.avaaz.org/en/petition/Decisao_sobre_o_Programa_FX2_de_cacas_para_a_Forca_Aerea_Brasileira_1/

    Abraços

    Retornando do recesso, o blog Campo de Batalha traz para suas paginas um jovem novo colaborador: Victor Rego Lopes, Nascido no Rio de Janeiro, ele é, atualmente estudante e deseja ingressar nas forças especiais dos Estados Unidos, no futuro. Victor fez uma matéria apresentando um dos mais recentes produtos da renomada fabrica Heckler & Koch, a pistola HK-45. Seja bem vindo Victor.
    DESCRIÇÃO Por Victor Rego Lopes
    A pistola HK-45 foi projetada para atender aos requisitos estabelecidos pelo programa U.S Military Joint Combat Pistol, que teve  o objetivo de substituir a Beretta M-9 (Modelo 92F) em calibre 9X19 Parabellum por uma pistola em calibre 45 ACP.
    O programa U.S Military Joint Combat Pistol foi suspenso por tempo indeterminado em 2006, e a pistola M-9 continuou a ser a pistola de porte padrão das forças armadas norte americanas. Mesmo com o programa terminado, a HK decidiu produzir a HK-45 para o mercado militar, policial e civil (dos países democráticos).
    Acima:A HK-45 (embaixo) com uma versão modernizada da mais clássica de todas as armas de fogo: Uma M-1911 produzida pela Kimber, e com seus novos trilhos de acessórios.

    Entre os mais recentes projetos da grandiosa Heckler & Koch desenvolvida por Frank Henninger, Larry Vickers e Ken Hackathorn, a pistola de polímero semiautomática HK-45 desfruta de alto poder de parada do calibre 45 CP, da alta precisão mecânica e da ergonomia dos produtos HK.
    A pistola possui um carregador com capacidade de 10 munições, o que é pouco se comparado com a capacidade de sua concorrente direta da Fabrique Nationale d"Herstal  FNP-45. Porém seu poder de parada (Stopping Power - Também presente na FNP-45) compensa essa deficiência com relação ao poder de fogo. (quantidade de tiros que podem ser disparados em necessidade de recarregamento).
    A HK-45 é baseada em soluções técnicas testadas nas pistolas HK USP e nas modernas e ergonômicas P-30 em calibre 9 mm, dois bons produtos da marca. A HK-45 pode ser manuseada tanto por destros como por canhotos, pois tem seu botão liberador do carregador e travas ambidestras.
    Acima: O desenho da HK-45 é totalmente influenciado por um outro ótimo produto da marca, a pistola P-30 em calibre 9 mm.

    A empunhadura é texturizada e sua ergonimia trouxe os entalhes para os dedos, com a parte de traz da empunhadura (backstrap) substituíveis por tamanhos diferentes para melhor adaptação as mãos do usuário. A nova aderência contribui para um maior controle do recuo. outro ponto forte do modelo é a adoção de um trilho picatinny para uso de acessórios a frente do guarda mato.
    Acima:A família de pistolas HK-45 usando a armação com cor bege (deserto). As forças armadas dos Estados Unidos acabaram encerrando a concorrência sem adquirir a HK-45, que foi a vencedora. A HK, porém, decidiu produzir o modelo para o mercado mundial, dando forte enfase ao mercado civil e policial norte americano.


    VARIANTES
    HK-45C: Versão 'Compact' da HK45.
    Possui seu cumprimento reduzido de 191 mm (HK45) para 183 mm, redução de 8 milímetros.

    Peso reduzido de 785 g (HK45) para 717 g, redução de 68 gramas.

    Há redução de 2 balas no carregador (8 tiros), porém os carregadores padrões de 10 tiros ainda são compatíveis.


    HK-45T: Versão 'Tactical' da HK45.

    Possui: Rosca no muzzle (ponta do cano) para a rápida atribuição de supressor de som.
    Disponível nas cores preto (Black), bege (Desert Tan) ou verde (Green).

    FICHA TÉCNICA HK-45 (STANDARD)
    Calibre: 45ACP.
    Peso: 785 gramas.
    Capacidade: 10+1.
    Comprimento do cano: 4,53 pol.
    Comprimento total: 191 mm
    Sistema de operação: Recuo curto com sistema Browning modificado
    Mira: Fixa com sistema tridot.

    ABAIXO PODEMOS ASSITIR UM TREINO COM UMA PISTOLA HK-45.


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    DESCRIÇÃO Por Ottavio Brunno
    A MG3 é uma metralhadora alemã de uso geral (General-Purpose Machine Gun (GPMG)) que usa o calibre 7.62x51mm NATO. O design da arma é derivado da famosa MG 42 da segunda guerra mundial que disparava o cartucho 7.92x57mm Mauser.

    Em 1958 a Alemanha Ocidental instituiu novamente suas forças armadas, conhecidas como Bundeswehr. O núcleo das forças armadas alemãs era formado por veteranos da Segunda Guerra Mundial e era lógico adotar armas que já estavam comprovadas e familiarizadas pelas tropas, e a MG 42 foi uma dessas armas. Mas a MG 42 era apenas compatível com o calibre 7.92x57mm Mauser, calibre este que foi abandonado depois do ingresso da Alemanha a NATO, mas isso era apenas uma questão menor, como o 7.62x51mm NATO e o 7.92x57mm Mauser tinham quase o mesmo diâmetro da base e eram um pouco parecidos em balística, esse problema era fácil de ser resolvido.
    Acima: A lendária MG42 ou “Serra de Hitler” como os aliados a chamavam devido a sua altíssima cadencia de tiro que parecia com uma serra cortando.
     O verdadeiro problema era que a Alemanha havia perdido a maioria das instalações de produção da MG 42 devido à destruição de suas fabricas pelos bombardeios aliados, assim a recém-estabelecida Rheinmetall teve que instalar unidades de produção a partir do zero. A documentação de produção original da MG 42 foi comprada da empresa Metall- und Lackwarenfabrik Johannes Großfuß e transferida para a Rheinmetall (o governo alemão teve que pagar royalties significativos para a Johannes Großfuß pelos direitos de fabricação). Da preparação para a produção levou algum tempo, a RFA (Alemanha Ocidental) havia comprado algumas MG 42 usadas na segunda guerra de outros países. Essas armas foram convertidas para o calibre 7.62x51mm NATO pela Rheinmetall e oficialmente designadas MG 2 (MG 42 convertida para o 7.62x51mm NATO). As recém-produzidas MG 1 (modelo de fabricação da Rheinmetall depois da compra da patente)  passaram por uma série de modificações que resultaram na versão definitiva ,MG 3, que ainda é bastante próxima em design com a antiga MG 42, embora feitas em padrões mais elevados de ajuste e acabamento.
    A simplicidade, baixo custo de fabricação e alta eficiência da MG 3 atraiu vários outros países  que compraram as armas, seja por encomenda pela Rheinmetall (como a Dinamarca), ou obtendo licenças de produção interna. Direitos de produção foram comprados pela Itália (Beretta MG 42/59), Espanha (CETME Ameli), Paquistão (MG 1A3), Grécia, Irã, Sudão e Turquia. Notar que apesar do design externo das MG’s de outros países serem diferentes, elas são exatamente iguais as originais alemãs internamente, ou seja, o mecanismo de ação é o mesmo.

    Acima: A espanhola CETME Ameli e sua estranha alça de mira/transportador.

    A MG 3 é usada como arma secundária dos mais modernos veículos blindados de combate alemães como por exemplo o Leopard 2, PzH 2000, Marder, entre outros e também como arma principal em veículos leves ou caminhões ,blindados ou não, como o MAN KAT 1, ATF Dingo e outros.
    No total, pelo menos 30 países usaram ou usam a MG 3 e suas variantes. Deve-se notar que em alguns países essas armas foram usadas sob sua designação comercial: Rheinmetall MG 42/59.

    As forças armadas da Alemanha estão planejando a substituição da MG 3, sua substituta será a HK 121 que foi introduzida em 2011.

    A MG 3 tem um sistema de operação de recuo curto disparando com ferrolho aberto refrigerado a ar alimentado por uma cinta de munições.  O cano é rapidamente removível e poder ser substituído em menos de seis segundos por um operador treinado, embora uma luva de amianto seja necessária para remover o cano quente. A ação da arma é feita pelo recuo do ferrolho bloqueado, assistida por um sistema no focinho que utiliza a pressão da explosão para aumentar o impulso do recuo. O bloqueio é conseguido por um par de rolos que são forçados para fora a partir dos lados da cabeça do ferrolho para acoplar cortes na extensão do corpo do cano. O movimento de fecho (para fora) dos rolos é controlado pela parte em forma de cunha na frente do corpo do ferrolho, o movimento de desbloqueio (para dentro) dos rolos, pelas câmaras no receptor. Existem dois tipos de ferrolhos disponíveis para a MG 3 um padrão com peso de aproximadamente 650 g para rápida taxa de fogo e outro com cerca de 900 g para baixa taxa de fogo. Deve-se notar que esses ferrolhos são usados com suas respectivas molas de retorno.

    Acima: A MG 3 está presente em praticamente todos os veículos blindados do exercito alemão, nesse caso da foto, um TPz Fuchs.
    O receptor e a telha do cano são feitas em uma só unidade e formada a partir de uma folha de aço laminado recortados por prensagem e estampagem. A telha do cano tem seis aberturas de ventilação ovais do lado esquerdo e do lado direito tem uma única abertura horizontal que começa do focinho até o receptor para se remover o cano, este que é mantido no lugar por um encaixe de charneira localizado na parte de trás da abertura no lado direito da telha do cano. Para remover o cano o operador deve primeiro bloquear o ferrolho na posição aberta e em seguida puxar o bloqueio do cano para a direita e para frente. Isso vai liberar o cano e trazer a sua ponta de encaixe para fora, para que possa ser puxado para trás e removido.  O novo cano então é inserido totalmente para frente e a trava é encaixada no lugar elevando o cano e alinhando-o com o ferrolho.
    Acima:MG 3 em uma demonstração de armamentos do Bundeswehr.

    A MG 3 é alimentada apenas com cintos com elos metálicos.  A direção de alimentação é da esquerda para a direita. Pode ser usados carregadores do tipo cinta de elos metálicos com 50 cartuchos no tambor ou 100 cartuchos no tipo Box.
    Todas as MG 3 são fabricada com um bibé dobrável montado na parte de baixo da telha do cano, pode-se também monta-la sobre um tripé estabilizado (Feldlafette)  equipado com um periscópio que pode ser usado para atingir alvos indiretos. O sistema de mira é ajustável do tipo trilho deslizante com configurações de distancia de 200 a 1.200 metros.

    Por ser uma arma simples e de ótimo acabamento, a MG 3 suporta muito bem as adversidades do campo de batalha seja poeira, lama ou terra. Pode-se notar isso devido aos mais de 40 anos de serviço no exercito alemão.

    Um dos problemas apresentados pela MG 3 são as trocas de cano a cada 250 disparos contínuos, mas com seu simples sistema de troca de cano rápido, o operador pode voltar a disparar rapidamente enquanto o cano retirado esfria. Outro inconveniente é por se tratar um projeto relativamente antigo, a MG3 não é uma arma modular o que acarreta em uma falta de acessórios para se equipar e aperfeiçoar a eficiência da arma, um bom exemplo é a falta de trilhos do tipo Picatinny.
    Acima: Detalhe do sistema de troca de cano da MG42, idêntica a da MG 3. Notasse a espécie de trava que ao ser puxada traz o cano junto restando ao operador remover o cano e colocar outro.


    FICHA TÉCNICA
    Tipo: metralhadora de uso geral
    Sistema de operação: Operação por recuo curto.
    Cadência de tiro: 700 e 1200 tiros/ min configurável com a substituição do ferrolho.
    Calibre: 7,62 X 51 mm.
    Peso: 10,5 Kg.
    Comprimento Total: 1,22 m.
    Comprimento do Cano: 56,5 cm .
    Miras: Massa fixa; Alça regulável.
    Velocidade na Boca do Cano: 820 m/seg.



    Acima:Um Soldado alemão faz visada na sua MG 3. Note a mira holográfica Eotech e o carregador estilo tambor com 100 cartuchos.

    ABAIXO PODEMOS VER UM VÍDEO COM A MG-3 MANDANDO VER.

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    DESCRIÇÃO Por Carlos Emílio Di Santis Junior
    Eu sempre fui um grande interessado em sistemas de armas de todas as formas. Desde o revolver, até mísseis balísticos de alcance intercontinental e por isso sempre procurei ler muito sobre o assunto em diversas fontes. Com o advento da internet, as pesquisas se tornaram mais fáceis e mesmo assim, vira e mexe, me deparo com uma arma que nunca tinha ouvido falar e que já está em serviço a alguns anos. Semana passada isso aconteceu novamente e um amigo leitor do blog me apresentou um fuzil anti material de fabricação húngara chamado Gepard GM-6 Lynx que me deixou muito impressionado pelas suas características de funcionamento e de desenho. Minha admiração pela arma foi tamanha que decidi adiar a matéria que estava preparando para esta semana e pesquisar e publicar um artigo sobre esta interessantíssima arma antes.
    Acima: O GM-6 representa um dos mais interessantes fuzis anti material atuais. Seu sistema bullpup deixou a arma consideravelmente mais compacta que seus concorrentes.
    O fuzil GM-6 LYNX traz a configuração bullpup com o objetivo de ser uma arma mais compacta que os enormes fuzis anti material que existem no mercado, e que dificultam a sua mobilidade dentro de ambientes urbanos. Seu sistema de funcionamento é semi-automático com recuo longo, onde o cano da arma recua junto com o ferrolho, ajudando a limitar, significativamente o recuo elevado que as potentíssimas munições em calibre 12,7X108 mm e a 12,7X99 mm (.50 BMG) produzem. Como se pode perceber pela ultima afirmação, foi revelado outra interessante característica deste fuzil. Sim, ele troca de calibre com a simples troca de 3 partes: cano, ferrolho e carregador.
    Acima: A munição do canto direito é a 12,7X99 mm (50 BMG) uma das opções da GM-6. Compare com a munição da extrema esquerda em calibre 7,62X51 mm usada em fuzis como o FAL brasileiro.
    Embora a proposta da arma seja de ser usada contra carros de combate, aeronaves, estações de radar, ou mesmo, para destruir um muro que esteja sendo usado pelo inimigo para se esconder, a precisão da GM-6 é suficiente para atingir pontos vitais de um alvo humano a distancias de mais de 600 metros. Alvos materiais como um blindado inimigo pode ser atingido com precisão e efeito destrutivo relevante a 1600 metros.
    Como é uma arma semi-automática e tem seu recuo altamente controlado pelo sistema de repetição e pelo freio de boca, é possível disparar os 5 cartuchos de seu carregador e apenas 3 segundos.
    Acima: O freio de boca de boa proporção e o sistema de recuo longo, que move o cano junto com o ferrolho no momento do disparo promove uma eficiente redução do recuo do potente calibre 12,7 mm.
    Quando a arma não estiver em uso, o cano pode ser recuado (junto com o ferrolho) simplesmente apertando ele contra a culatra, reduzindo ainda mais seu comprimento para 92,7 cm (menor que um M-16A2 usado pelos fuzileiros brasileiros), enquanto com o cano aberto (pronto para disparo) o comprimento é de 112,52 cm (ainda curto se comparado com fuzis anti material como M-82A1 que tem 148,5 cm). A arma apresenta trilhos picatinny para acessórios montados na parte superior e sob a telha, seguindo uma tendência atual no design de armas de uso tático.
    Acima: O soldado nessa foto está com um GM-6 travado, fora da condição de disparo. Notem as reduzidas dimensões da arma.
    É interessante estar sempre atento aos fabricantes do leste europeu, que muitas vezes trazem produtos inovadores que saem um pouco do tradicional. Nesse caso, esta é uma excelente arma com boa mobilidade, e peso reduzido, dentro de um segmento onde encontramos, normalmente, armas gigantes. Além de ter um sistema de operação diferenciado e ainda sim confiável.
    Acima:O GM-6 é um moderno fuzil anti material que certamente, com uma boa ação de marketing tem grande potencial de ser uma pedra no sapato do lider do mercado atualmente, o Barrett M-82A1.

    FICHA TÉCNICA
    Calibre: 12,7X99 mm e 12,7X108 mm
    Operação: Recuo longo semi-automático.
    Comprimento: 1,12 m (estendida) e 0,92 m (ferrolho travado e cano recuado).
    Comprimento do cano: 73 cm.
    Capacidade: 10 tiros no carregador mais um na câmara.
    Mira: Lunetas de diversos modelos..
    Peso: 11.5 Kg (vazia)
    Velocidade do projétil: 780 m/seg (boca do cano)
    Alcance efetivo: 1600 mt.



    ABAIXO PODEMOS ASSISTIR A UM VÍDEO COM O GN-6 LYNX

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    ORIGENS Por Anderson Barros
    O projeto do T-72 surgiu em 1967 como respostas à necessidade de o Exército Soviético para um carro de combate moderno, capaz de lidar com os seus homólogos da OTAN em um possível confronto na Europa Central. Por outro lado, teria que ter um custo de aquisição e operação menor que o T-64, que na altura era o tanque de batalha mais avançada do Exército Vermelho e também o mais caro.  Os testes de pré-produção foram realizados em 1971 nas unidades do Exército russos ativos localizados no norte da China, iniciando a produção final em 1972, tornando-se conhecido internacionalmente durante o desfile do Exército Vermelho, em novembro de 1977. O T-72 foi construído para ser o tanque padrão dos países do Pacto de Varsóvia, tendo sido desenvolvidos esforços para que fosse fabricado em outros países do pacto, tais como a Polônia e a Checoslováquia. Muitas versões modernizadas foram criadas para suprir as necessidades de melhorias para fazer frente à grande superioridade numérica imposta pelas forças do Pacto de Varsóvia, comandada pela União Soviética.
    Acima:O T-72 é um dos mais bem sucedidos projetos de carro de combate do período soviético. Sua baixa altura representa um fator de proteção para o  blindado que se torna difícil de acertar a longas distancias.
    INTERESSE VENEZUELANO
    A partir de 2005, governo venezuelano iniciou uma modernização maciça de suas forças armadas para aumentar sua capacidade defensiva e ofensiva. Como parte desse programa o governo da Venezuela começou a estudar a substituição dos seus veículos blindados, sobretudo o carro de combate francês AMX-30 principalmente por estes veículos terem perdido sua capacidade de combate devido a uma fracassada tentativa de modernização dos mesmos. Na tentativa de modernizar o AMX-30 o Exercito da Venezuela contratou a empresa metalúrgica Van Dam, uma empresa venezuelana sem experiência na modificação de carros de combate. O programa de modernização foi um fracasso total. Os carros de combate AMX-30 apresentaram problemas em sua blindagem que agora pode ser penetrada por munições leves como uma metralhadora. 30 e RPGs se houver impacto do foguete diretamente sobre a costura de soldagem. Outro fracasso foi na torre do AMX-30 que após os trabalhos realizados pela Van Dam passou a girar apenas 80 graus para cada lado, o normal seria a torre girar 360 graus. Diante disso o exercito Venezuelano começou a estudar a substituição dos Carros de combate AMX-30. O Governo de Hugo Chaves se voltou para os seus aliados Rússia e China para o fornecimento de novos carros de combate para o seu exercito. A Rússia ofertou os seus carros de combate T-90 e T-72 a China ofereceu seus carros de combate Type-96 e o seu MBT-2000 (Al Khalid / Type-90). O governo da Venezuela selecionou o Carro de combate T-72 e um empréstimo de dois bilhões de dólares foi concedido pela Rússia a Venezuela para a compra de 92 Carros de Combate T-72 e de outros veículos Blindados. 
    O T-72 adquirido pelo exercito venezuelano são da versão T-72B1V e estão substituindo os carros de combate AMX-30 que ainda estão em serviço. A sua aquisição foi mais econômica e interessante do ponto de vista estratégico que uma nova modernização dos AMX-30 Os veículos adquiridos são de segunda mão oriundo dos estoques do exercito russo. Os veículos foram submetidos a um processo de conversão e modernização, para torná-los eficazes e atualizados. O governo da Venezuela não pagou pelos veículos pagou apenas o processo de modernização. Recentemente foi anunciado pelo exercito da Venezuela a compra de mais 100 unidas do T-72B1V no qual estão se tornando a espinha dorsal das forças blindadas do Exercito venezuelano. O carro de combate pesado T-72 foi um dos mais importantes MBTs da época da guerra fria para os países do Pacto de Varsóvia  e países satélites soviéticos que compunham o bloco socialista. Ainda que sejam considerados relativamente ultrapassados, os T-72B1V fornecidos a Venezuela receberam melhorias visando melhorar sua capacidade de combate para fazer frente  as ameaças do novo século.
    Acima:Os T-72 são blindados com grande potencial de modernização devido a vários programas deste tipo fornecidos por varias empresas. 
    ARMAMENTO 
    O T-72B1V é armado com um canhão 2A46M  de 125 mm estabilizado de alma lisa de carregamento automático. Devido, a capacidade de carregamento automático, permitiu a retirada de um tripulante, de forma que o T-72B1V, tem apenas três homens operando seus sistemas. Seu canhão é capaz de disparar munição perfurante de blindagem APFSDS, também conhecida como flecha. Esse tipo de munição é a mais eficiente contra blindagens pesadas. Além dessa granada, o T-72B1V dispara, também, munição HEAT (Alto Explosivo Anti Tanque). Uma característica muito importante do canhão 2A46M é que ele pode ser usado para lançar o míssil  antitanque guiado a laser 9M119M, conhecido na OTAN como AT-11 Sniper que possui um alcance que varia de 100 a 5000 metros. O T-72B1V usa como armamento secundário uma metralhadora coaxial PKT de 7,62 mm, e uma metralhadora antiaérea de 12.5 mm.
    Acima:O míssil 9M119M é a mais letal arma que pode ser lançada do cano do canhão de 125 mm do T-72. Seu alcance chega a 5000 metros.
    PROPULSÃO
    A propulsão do T-72B1V é feito por um motor modelo V-84MS 12 cilindros em V, resfriado a água, com uma potência na ordem de 840 HP, Esse motor leva o T-72B1V a uma velocidade máxima de 60 km/h em estradas e 45 km/h em terreno irregular. O motor é movido a diesel, mas pode ser utilizado como combustível alternativo, gasolina e combustível de motor a jato, facilitando a logística no campo de batalha. A autonomia do T-72B1V é de cerca de 460 km podendo ser estendido 700Km com a instalação de dois tanques externos de combustível .O T-72B1V sem preparação alguma pode transpor rios com profundidades de até 1,43 metros. Porem quando o T-72B1V e equipado um “snorkel”, ele e capaz de ultrapassar profundidades de até 5 metros, sem problemas para motor.
    Acima:Com seus 12 cilindros em V, o motor V-84MS tem a vantagem de funcionar com diesel, gasolina ou combustível aeronáutico.

    PROTEÇÃO
    A proteção do T-72B1V é feita pela blindagem NDZ identificável pela espessura grande da frente da torre. A blindagem é feita de aço e outros materiais, tais como materiais cerâmicos inseridos na parte da frente da torre, e em diferentes partes do tanque produzindo uma proteção balística eficaz, e relativamente leve. Além disso, o T-72B1V possui um sistema de blindagem modular reativa ERA Kontakt-1, que anula ou diminui muito o efeito dos impactos contra o tanque, particularmente eficaz contra projéteis de carga oca e perfurante de blindagem. Existem relatos de que durante a Guerra do Golfo em 1991, os poucos T-72 iraquianos equipados com blindagem reativa de primeira geração não foram destruídos por projeteis da OTAN. O T-72B1V pode operar em total segurança no ambiente NBC (Nuclear Biological and Chemical ou químico biológico e nuclear).
    Acima:Devido a blindagem do T-72 não ser tão dura quanto a de seus concorrentes ocidentais, é necessário reforça-la com camadas de blindagem explosiva reativa ERA que anula o efeito de mísseis anti tanque com carga moldada.

    FICHA TÉCNICA
    Velocidade máxima: 60 Km/h.

    Alcance Maximo: 460 Km (normal) ou 650 Km (com tanques extra).

    Peso: 45.5 Toneladas.

    Comprimento: 9,53 m.

    Largura: 3,59 m.

    Altura: 2,23 m.

    Tripulação: 3.

    Inclinação frontal: 60º.

    Inclinação lateral: 40º.

    Passagem de vau: 2.8 m.

    Obstáculo vertical: 0,8 m.

    Armamento: Um canhão 2A46M de 125mm; Uma metralhadora PKT de 7.62 mm, Uma metralhadora NSVT-12.7 mm antiaérea e 

    míssil  antitanque guiado a laser 9M119M.
    Motor: Um motor V-84MS 618kW (840 hp)

    ABAIXO TEMOS UM DOCUMENTÁRIO SOBRE O T-72.

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    DESCRIÇÃO Por Carlos Emilio Di Santis Junior
    No mundo das armas de fogo, algumas marcas são verdadeiras lendas ou ícones que são considerados referências para os entusiastas e mesmo profissionais do segmento de defesa e segurança. A Smith & Wesson, Keckler & Koch, Colt, entre tantos. A Itália tem  a famosíssima Beretta, conhecida pela sua ótima pistola modelo 92F, usada pelo exército dos Estados Unidos (US Army), dentre outras forças armadas pelo mundo todo.
    A Beretta, no entanto, não se limita apenas a produção de pistolas. Seu portfólio de produtos engloba espingardas de caça e táticas (de ótima qualidade, diga-se de passagem), carabinas em pequenos calibres de pistola como as CX-4 Storm, e mesmo, fuzis de assalto. Sim fuzis! Embora pouco comentados na mídia especializada, os fuzis Beretta tem boa confiabilidade, embora os modelos que foram comercializados até agora tivessem um acabamento menos elaborado que seus concorrentes mais bem estabelecidos no mercado. 
    Um novo produto militar desta consagrada empresa pode mudar um pouco a sua história no segmento dos fuzis e colocar o nome Beretta, em destaque nesse mercado. 
    O novo fuzil ARX-160, em calibre 5,56X45 mm, vem de encontro aos requisitos do exército italiano para um fuzil a ser integrado a seu novo uniforme "Soldato Futuro" que representa o programa de modernização da infantaria italiana para o século 21.

    Acima:A distinta militar acima está equipada com um fuzil Beretta AR-70, um bom fuzil, mas pouco difundido no mundo. Agora, o novo ARX-160 deve destacar mais a Beretta nesse segmento.
    O ARX-160 foi projetado tendo recebido algumas inovações já encontradas em outros fuzis modernos como o uso de polímero (plastico de alto impacto) em sua estrutura levando a uma diminuição do peso e maior resistência a ambientes agressivos como por exemplo o marinho ou o desértico, e outras inovações próprias deste projeto, como o sistema de ejeção dos cartuchos deflagrados que podem ser feito por ambos os lados do fuzil, simplesmente configurando o lado da alavanca do ferrolho. Outro recurso inovador do ARX-160 é o sistema de troca de canos que permite que essa ação seja efetuada sem, absolutamente, nenhuma ferramenta, bastando apenas manter o ferrolho travado na posição aberta, e soltar duas travas na parte traseira da telha para que o cano todo se solte.O sistema de operação é o já clássico sistema de aproveitamento de gases que movem um pequeno pistão que movimenta um ferrolho rotativo. Este sistema tem sido aperfeiçoado durante décadas e não há nada tão confiável como ele para justificar sua substituição. Os disparos são feitos com o ferrolho fechado.

    Acima: Boa confiabilidade, e peso reduzido, tornam o ARX-160 um potencial candidato a se tornar um sucesso comercial nos próximos anos. No mercado civil dos Estados Unidos, é vendido a versão ARX-100 que não tem a capacidade de fogo automático é vendido mais barato ( U$ 1950,00) que os concorrentes SCAR e HK-416.Como não podia faltar, o ARX-160 faz uso de trilhos picatinny para facilitar a instalação de acessórios como lanternas, lunetas, miras holográficas  miras ACOG, apontadores lasers, lanternas táticas e lançadores de granadas. Alias, este ultimo, também de fabricação da Beretta, modelo GLX-160 de 40 mm, é um lançadores de granadas projetado especialmente para uso no ARX-160. Porém, é possível usar outros modelos de lançadores através de adaptadores.Embora seja mais comum o uso de miras ópticas nos campos de batalha de hoje, o ARX-160 tem suas próprias miras convencionais dobráveis instaladas no corpo de arma, composto por uma alça de mira e uma massa, também dobrável. A alça da mira tem 5 regulagens para alcance com limite de até 600 metros. Porém, deve-se observar que com uma mira óptica, esse alcance é ampliado para pelo menos 900 metros. A coronha, também em polímero, é caracterizada por ser ajustável em comprimento e ainda pode ser dobrada para o lado direito.

    Acima: O ARX-160 com seu lançador de granadas GLX-160 em calibre 40 mm. A instalação do lança granadas no fuzil não exige nenhuma modificação na telha devido a modularidade do projeto.O peso do fuzil, com o cano maior (16 polegadas ou 40,06 cm) é de apenas 3,1 kg. Ou seja, é menor que todos os modelos ocidentais no mesmo comprimento. Possivelmente ARX-160 seja o mais leve fuzil de assalto do mundo. O cano do ARX-160 é cromado por dentro e forjado com o processo de martelamento a frio, bem conhecido por nós brasileiros, pois é o mesmo processo de fabricação dos canos do fuzil FAL feitos pela Imbel, o que garante uma maior durabilidade da peça. A Beretta incorporou no projeto, a possibilidade de troca facilitada de calibres diferentes do original. O ARX-160 poderá operar em calibre 6,8X43 mm SPC Remington, 5,45X39 mm e o 7,62X39 mm, sendo que nesse ultimo, será possível o uso dos carregadores do famoso fuzil AK-47 russo. Está em testes, uma versão no potente calibre 7,62X51 mm (o mesmo do FAL usado pelo Exército Brasileiro), mas ainda sem data para lançamento.

    Acima:Os mais atentos perceberão algo de familiar nessa foto. Sim, o carregador é o do venerável AK-47. A ideia de projetar o ARX-160 com a possibilidade de usar o calibre do famoso fuzil russo assim como o mesmo carregador e mantendo o preço do fuzil mais baixo que seus concorrentes, foi um toque de mestre da Beretta.
    Atualmente o exército italiano é o principal usuário deste moderno fuzil com 30000 exemplares em uso. Além da Itália, vários países dentre eles, Egito (marinha), México (policia federal), Albânia (forças especiais), dentre outros. A Argentina está avaliando este fuzil para uma eventual substituição de seus velhos FAL. O ARX-160 participou da segunda fase da concorrência para substituição da carabina M-4 (e provavelmente seus M-16) no Exército dos Estados Unidos (US Army), mas a concorrência foi cancelada antes de apontar um vencedor por medidas de corte de custos. Um relatório justificou, ainda, que nenhum dos fuzis novos, incluindo o HK-416 e o FN SCAR tinham apresentado superioridade significativa sobre os atuais M-4 para justificar o investimento de 1,8 bilhões na sua substituição. Eu, pessoalmente, não acredito na informação de que os modelos mais modernos de fuzis do mundo não demonstraram superioridade, uma vez que em um teste feito pelo mesmo exército, o M-4 falhou duas vezes mais que o FN SCAR e o HK-416, de forma que só o corte de recurso financeiro  dos investimentos em defesa, devem ter sido o real responsável pelo cancelamento do programa.

    Acima:O fuzil ARX-160 representa mais uma interessante opção no segmento dos fuzis de assalto que tem surgidos nos últimos 10 anos, notadamente em países ocidentais em busca da modernização de seus exércitos.

    FICHA TÉCNICA
    Calibre: 5,56 X 45 mm, 7,62X39 mm, 6,8X43 mm SPC,k 5,45X39 mm
    Miras: Diversos modelos, entre comum, dobrável, a miras reflex e ópticas.
    Carregador: 30 tiros.
    Taxa de tiro: 700 tiros/ min.
    Peso vazio: 3,1 kg.
    Comprimento: 82 cm (coronha estendida e cano de 16 polegadas). 75,5 cm (coronha estendida cano de 16 polegadas).
    Comprimento do cano: 16 polegadas, 12 polegadas (versão curta).
    Sistema de operação: Ferrolho rotativo com tomada de gases.

    Acima:Para baratear o treinamento, foi produzido o fuzil ARX-160 em calibre 22 LR. A arma é idêntica ao fuzil militar em aparência e manuseio, o que garante um treinamento de muito bom nível.




    Acima:Soldados italianos com sues ARX-160 em operações no Afeganistão.

    Abaixo podemos ver um vídeo de apresentação do ARX-160.

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  • 08/14/13--09:05: NÃO AO DESARMAMENTO CIVIL


  • DESCRIÇÃO Por Ottavio Bruno
    A Ultimax 100 é uma metralhadora leve de apoio à infantaria projetada em 1977 pelo engenheiro de armas de fogo norte americano Leroy James Sullivan que esteva envolvido no projeto do fuzil de assalto Armalite AR-18. O foco deste projeto foi o de produzir uma arma de alta qualidade que fosse confiável em qualquer condição do campo de batalha e que fosse possível ser transportada e operada por um único soldado para suprir grande quantidade de poder de fogo em um único alvo ou uma área-alvo.
    A Ultimax 100 (M100 ou U100) foi introduzida as Forças Armadas de Singapura em 1982 e tem sido usada em diversos outros países do mundo. A produção inicial foi dada a CIS (Chartered Industries of Singapore). Produzida com peças em metal prensado e estampado, tem punho pistola abaixo do fuste, empunhadura e coronha feitos em plástico de alto impacto com intenção de deixar a arma mais leve. Possui também um alça para transporte.


    Acima:O desenho da Ultimax 100, desenvolvido por Leroy james Sullivan, projetista do fuzil AR-18, revela a rusticidade que este projetista incorporava em seus armamentos.
    Em 2000, a CIS foi adquirida pela ST Kinetics que agora ficou responsável pela produção da Ultimax 100. Acredita-se que mais de 80.000 exemplares foram produzidos até hoje, com a produção ainda em curso. A Ultimax 100 usa o calibre padrão OTAN 5.56x45mm e pode usar carregadores do tipo STANAG com 20 e 30 cartuchos (O mesmo do AR-15/ M-16), e também um tambor C-Mag com 100 munições.

    A arma é operada por um sistema de tomada de gases com ferrolho rotativo e pistão de curso curto, localizado acima do cano onde encontra-se o regulador de gás manual que tem cinco configurações. A ejeção de cartuchos usados ​​é feita pelo lado direito e a janela de ejeção é coberta por uma tampa contra poeira de forma que ela só se abre para ejetar o cartucho deflagrado e se fecha depois.  O sistema de controle de fogo inclui as posições automático e semiautomático com comando ambidestro. Mecanicamente, este modelo de metralhadora não é muito confiável, sendo relativamente frequente, problemas de alimentação. por outro lado, a Ultimax 100 se mostra extremamente controlável durante rajadas devido a sua baixa cadência de tiro que fica entre 400 e 600 tiros por minuto.

    Acima:A Ultimax pode ser alimentada por um carregador tipo tambor C Mag ou pelo carregador "banana" de 30 tiros STANAG usado pelos fuzis AR-15, como o que aparece nesta foto.
    O peso vária de 4.75 e 4.90 Kg, dependendo da versão. O comprimento total da arma é de 1.030mm e 800mm com a coronha dobrada. As medidas do cano são de 508mm (20 polegadas), e no cano curto, apenas 330mm (13 polegadas) possuindo quebra-chamas e suporte para lançador de granadas. Com menos de um metro de comprimento, a versão curta é ideal para agentes de forças especiais e elementos paraquedistas onde a portabilidade é fundamental.

    A velocidade de saída do projétil pelo cano é de 970 m/s (3,182 pés por segundo) (cartucho M193)e 945 m/s (3,100 pés por segundo) (cartucho SS109/M855). A mira consiste em um sistema horizontal para ajustar o atrito do vento e uma frontal vertical dobrável para o ajuste do desvio e elevação com configurações de alcance para distâncias de até 1200 m, graduado a cada 100 m. A precisão é ainda facilitada por um bipé e manopla de manobra (tipo punho de pistola), o primeiro, a frente do fuste e o segundo abaixo. 


    Acima:Um soldado filipino com sua Ultimax 100, apoiado por um soldado de Brunei, se de prepara para entrar em um recinto fechado.
    A Ultimax 100 teve cinco variantes até hoje: Mark I; foi utilizada para designar os modelos de pré-produção com troca rápida de cano. Mark II; teve cano fixo. Tanto a Mark I e II tiveram alças de transporte montado entre o receptor e o fuste. Mark III tem destaque para a troca rápida de cano podendo escolher entre o longo e o curto e regulador de gás. Mark IV foi uma proposta de desenvolvimento para o USMC durante a competição Infantry Automatic Rifle que começou em 2005 para a adoção de uma arma que fosse uma mistura de fuzil de assalto com metralhadora leve. O programa durou até 2009 quando a HK venceu com o M27 IAR. E a atual, Mark V, com coronha dobrável, suporte para carregadores STANAG e sistema de trilhos Picatinny. Nesta versão a Ultimax 100 também foi modificada para disparar a partir de montagens em veículos.

    Acima:Esta Ultimax 100 apresenta um cano mais curto, ideal para uso por tropas paraquedistas.
    A Ultimax 100 está atualmente em uso pelas forças armadas de Singapura, Brunei, Croácia, Indonésia, Peru, Filipinas, Eslovênia e Zimbabwe. A arma tem visto ação extensiva nas campanhas da Guerra de Independência da Croácia, operações anti-guerrilha na IndonésiaFilipinasno golpe de Fiji, guerra civil e outros conflitos nas Ilhas Salomão, campanha no Afeganistão e guerra civil do Sri Lanka.
    FICHA TÉCNICA
    Tipo: Metralhadora leve ou Arma automática de esquadrão (SAW)
    Sistema de operação: Pperação por ferrolho rotativo com tomada de gazes.
    Cadência de tiro: 400 a 600 tiros por minuto.
    Calibre: 5,56X45 mm.
    Peso: 4,7 a 6,8 Kg dependendo da versão.
    Comprimento Total: 800 mm a 1030 mm dependendo da versão..
    Comprimento do Cano: 50,8 cm (padrão) ou 33 cm (curto) .
    Miras: Massa fixa; Alça regulável até 1200 metros.
    Velocidade na Boca do Cano: 970 m/seg( cartucho M-193), 945 m/seg (cartucho SS-109/ M855).

    CLIQUE NA FOTO ABAIXO PARA ASSISTIR UM VÍDEO DO CANAL FPSRussia COM A ULTIMAX 100.


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    Olá amigos.

    Eu quero desejar a todos os leitores e colaboradores da trilogia blogs Campo de Batalha um feliz natal e um 2014 de extremo sucesso e conquistas.  O ano de 2013 chega ao fim com algumas conquistas muito importantes para o Brasil. A decisão de se adquirir sistemas de defesa antiaérea de russo Pantsyr, o sistema de defesa antiaérea RBS-70, a substituição do fuzil FAL pelo moderno fuzil IA-2, a decisão do FX (Ufa! esse demorou!), o recebimentos dos barcos patrulha oceânica classe Amazonas e as lanchas de combate LPR-40 MK-2B . Que 2014 seja mais um ano rico em conquistas para nosso serviço militar.

    Quero aproveitar para agradecer, também, os colaboradores do Blog que trabalharam para enriquecer o conteúdo deste trabalho de divulgação de informação sobre o universo dos sistemas de armas e a importância de uma nação poder contar com esses recursos para fazer valer a sua soberania quando a diplomacia das palavras falhar. Meu muitíssimo obrigado a Sergio Santana, Everton Luíz Vasconcelos Pedrosa, Tulio Ricardo Moreira, Marcel Ribeiro de Castro, Anderson Barros, Carlos Augusto Garcia Pacheco, Yuri Pricken de Bem e Ottavio Bruno Correa. Esse time de colaboradores continua em crescimento e em breve apresentarei um novo colaborador a vocês que certamente fará sucesso em 2014. 
    Um forte abraço a todos!


    DESCRIÇÃO por Anderson Barros e Carlos Emílio Di Santis Junior
    O carro de combate russo T-90 já foi apresentado aqui no blog em abril de 2009. Na época ele era o mais moderno carro de combate principal (MBT) russo e era esperado que fosse o ultimo modelo derivado do consagrado e já clássico T-72. Porém em setembro de 2011, na feira Russian Expo Arms, foi apresentado uma modernização bastante abrangente do T-90, cuja nova versão foi chamada de T-90MS Tagil e representa mais um importante salto qualitativo na engenharia russa em carros de combate. A partir de agora apresentaremos as características deste novo carro de combate russo.

    Acima:A instalação de uma nova torre e das novas blindagens reativas Relikt no T-90MS deram uma nova cara ao ultimo descendente da linha de carros de combate T-72.
    ARMAMENTO E SISTEMAS
    O T-90MS recebeu um canhão 2A46M-5 de 125 mm com proteção térmica. Esse novo canhão teve um incremento de 15% no alcance em relação a versão anterior (2A46M). O canhão possui carregamento automático e este recurso permitiu a retirada de um tripulante, de forma que T-90MS, tem apenas três homens operando seus sistemas. Seu canhão é capaz de  disparar munições de vários tipos (APFSDS-T, APDS-T, HEAT-T e HESH-T). Uma característica muito importante do canhão 2A46M-5 é que ele pode ser usado para lançar o míssil antitanque guiado a laser 9M119M, conhecido na OTAN como AT-11 Sniper que possui um alcance que varia de 100 a 5000 metros.  Como armamento secundário, o T-90MS emprega uma metralhadora calibre 7,62 mm acoplada a uma estação controlada remotamente, de dentro de veículo ou ainda uma metralhadora pesada em calibre 12,5 mm além de lançadores de granada de fumaça.  Uma característica interessante do novo T-90 e que suas munições ficam estocadas e isolada na parte traseira da torre. A área de armazenamento de munição e separada da torre através de uma parede blindada. Esse novo “cofre” de munições foi projetado para que em caso de ser atingido o mesmo direcione a explosão dos projeteis estocados para cima e para os lados afastando a explosão da torre que protege a tripulação em caso de ser atingido por um tiro direto. O T-90MS foi equipado com um novo sistema de controle de fogo digital, o KALINA que é equipado com um telêmetro a laser que opera integrado a um computador de controle de tiro digital  que pode rastrear o alvo de modo automático  Esse sistema permite, em conjunto com o sistema de estabilização do canhão, um alto índice de probabilidade de acerto logo no primeiro disparo, mesmo com o T-90MS em movimento elem disso, possui periscópios e miras panorâmica com visão térmica capaz de operar em qualquer condição climática e de dia ou noite. Alem disso o T-90MS e equipado com sistema de navegação por satélite GPS/GLONASS também sendo equipado com um sistema de gerenciamento que monitora toda as funções básicas do tanque e permite uma troca de dados em tempo real com  outros veículos via data link.

    Acima:Diferentemente dos modelos ocidentais, o T-90MS usa uma metralhadora  em calibre 7,62X51 mm controlada remotamente no topo da torre. Assim o artilheiro pode se manter protegido e ainda conta com a facilidade de uma mira eletrooptica para melhorar sua precisão.
    PROPULSÃO
    A propulsão do T-90 é feito por um novo motor modelo V-92S2F turbo diesel (porem pode-se utilizar diversos tipos de combustíveis facilitando a logística no campo de batalha) gerando potência de 1130hp, resfriado a água sendo 15% mais econômico que o antigo motor V-84MS, Esse motor leva o T-90MS a uma velocidade máxima de 72 km/h em estradas e 60 km/h em terrenos irregulares, o que o coloca em um patamar a frente dos outros blindados. Além da vantagem obvia de se ter um blindado que chega mais rápido nos lugares estabelecidos, a verdade é que a maior vantagem desse desempenho é permitir ao T-90MS ser um alvo extremamente difícil de acertar no campo de batalha. Sua autonomia de 550 km sendo estendida para 750 Km com a adição de dois tanques externos de combustível  permite o T-90MS operar distante de bases aliadas e por mais tempo. Com a dotação desse novo motor o grave problema de superaquecimento que aterrorizava o T-90 em ambientes quentes foi sanado. O problema de superaquecimento foi apontado pela Índia e Arábia Saudita durante testes do T-90 em ambientes de deserto. Outra melhoria aplicada no T-90MS foi a possibilidade de ser utilizar lagartas de dois tipos a normal, de aço e uma com “bolachas” de borracha, colocadas por cima dos gomos das lagartas que melhora a tração no asfalto, sendo indicada para operações urbanas (Uma solução desenvolvida para o BMPT Terminator ). Outra característica do T-90MS e que  sem preparação alguma ele consegue transpor rios com profundidades de até 1,50 metros. Porem quando o T-90MS e equipado um “snorkel”, ele e capaz de ultrapassar profundidades de até 5 metros, sem problemas para motor.

    Acima:Aqui podemos ver a estação do comandante do T-90MS. Nota-se um que a simplicidade foi uma preocupação dos engenheiros. 
    PROTEÇÃO
    A proteção do novo T-90 é muito eficaz, e relativamente leve com diferentes composições e volume em diferentes partes do tanque com característica modular para facilitar a substituição das partes danificadas.  Além disso, o T-90MS possui um sistema de blindagem modular reativa ERA Relikt que substituiu ablindagem reativa de terceira geração KONTAKT 5 sendo segundo informações do Fabricante duas vezes mais efetiva e permitindo uma proteção muito eficiente sem sacrificar o peso do carro de combate 48 toneladas (que no T-90MS representa um pequeno aumento de 1500 kg mais pesado que nas versões anteriores). Uma das mais interessantes características do desenho do T-90MS, está no formato da torre que tem as laterais extremamente inclinadas, evidenciando a preocupação do seus projetistas em proteger o tanque contra projéteis APFSDS que são perfurantes de blindagem. Além disso, a parte de cima da torre, diferentemente dos outros tanques, está com uma maior blindagem, permitindo assim uma maior resistência a ataques vindos por cima.  A parte traseira do veiculo também recebeu uma proteção especial do tipo blindagem gaiolamuito vista nos blindados que operaram no Afeganistão. Estas blindagens são espaçadas com a finalidade de barrar as ogivas de RPG (granadas propelidas por foguetes) sem disparar sua carga, pois os sensores que ficam na ponta, não batem em nada e o corpo da munição, mais largo que a ponta, fica presa na grade e assim não há detonação. Outras características de proteção do T-90MS foi a incorporação ao projeto de saias laterais blindadas( que  podem receber blindagem modular reativa) para a proteção da suspensão e lagartas e a sua capacidade de operar em ambientes NQB (Nuclear Químico e Bacteriológico) alem de possuir sistemas eletrônicos de defesa.

    Acima: O maior ganho nesta nova versão do T-90 foi justamente a proteção. Agora, sua torre, se atingida diretamente por um projetil ou míssil, explodirá sua caixa de munição para cima, liberando a energia que antes chegava a arrancar a torre do chassis do veículo. 
    Não há informações claras sobre se o exército russo receberá esta poderosa versão do T-90, porém é pouco provável que não sejam adquiridos pelos menos algumas unidades e que alguns T-90 convencionais sejam modernizados e tenham seu padrão elevado ao do T-90MS uma vez que se trata de um veículo superior ao usado pelas forças russas. Além do mais, quando o próprio país fabricante usa o sistema de armas ali fabricado é, por si só, uma grande promoção para o sucesso do marketing no comercio de armas. O veículo tem potencial para ser exportado também, principalmente por nações com boas relações com os russos ou que sejam clientes de longa data dos blindados desenvolvidos por eles.



    FICHA TÉCNICA
    Velocidade máxima: 72 Km/h.
    Alcance Maximo: 550 Km.
    Peso: 48 Toneladas.
    Comprimento: 10 m.
    Largura: 3,5 m.
    Altura: 2,3 m.
    Tripulação: 3.
    Inclinação frontal: 60º.
    Inclinação lateral: 40º.
    Passagem de vau: 1,2 m.
    Obstáculo vertical: 0,8 m.
    Armamento: Um canhão 2A46M-5 de 125mm; Uma metralhadora PKT de 7.62 mm controlada remotamente , Uma metralhadora NSVT-12.7 mm antiaérea.
    Motor: Um motor V-92S2F turbo diesel com 1130 Hp

    ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COMERCIAL DO T-90MS EM AÇÃO.




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    DESCRIÇÃO Por Carlos Emilio Di Santis Junior
    Desde que comecei o trabalho nos três Blogs Campo de Batalha, recebo sugestões de matérias para apresentar e uma das mais matérias mais pedidas é sobre uma grande pistola que representa o sonho de consumo em termos de armamento de oito em cada dez pessoas. Estou falando da poderosa pistola Desert Eagle, projetada nos Estados Unidos pela empresa Magnum Research em 1979 e aperfeiçoada pelo talento israelense da famosa empresa IMI (Israel Military Industries) em 1981. Logo que a Magnum Research projetou sua pistola que usaria munição de revolver em calibre 357 magnum, ocorreu um problema sério de alimentação do qual a empresa encontrou dificuldades em resolver, sendo que acabou se associando a IMI israelense para que eles aperfeiçoassem o projeto. No começo o primeiro protótipo da grande pistola foi chamado de Magnum Eagle 357. Porém, depois da associação com a IMI, a pistola aperfeiçoada e já com as caraterísticas principais definitivas, a arma recebeu seu nome, também definitivo, Desert Eagle (DE).

    Acima:O desenho bastante singular com cano exposto e em forma semi hexagonal arremete a uma arma futurista, mesmo com seu projeto com mais de 30 anos.
    A DE se apresenta como uma arma de ação simples (como uma M1911), mas de enormes dimensões e de funcionamento do sistema de alimentação completamente diferente de tudo que já se viu em pistolas semi automáticas. Essa diferença decorre do sistema de aproveitamento de gases que move um sistema de ferrolho rotativo, como um fuzil de assalto M-16. Ao final da alma do cano há um orifício que capta uma pequena parte dos gases produzidos pela queima do propelente da munição no disparo e esse gás captado move um pistão que empurra o ferrolho até o limite de seu curso para que seja ejetado a cartucho deflagrado e colocado uma nova munição na câmara. As primeiras pistolas DE eram no poderoso calibre 357 Magnum, um dos mais efetivos calibres de armas curtas contra humanos no que diz respeito a stoping power (poder de parada), sendo que se consegue índices de até 96% logo no primeiro impacto. Porém, modelos da DE em outros calibres foram sendo disponibilizados no mercado como o 44 Magnum, o potente 440 Cor-Bon, o incrível 50 AE (Action Express) e o 41 Magnum, cuja produção foi descontinuada. Os exemplares da DE atuais vem de fabrica com um trilho padrão Picatinny para acoplamento de lunetas ou outro tipo de mira na parte superior do cano.

    Acima:Esta foto mostra um exemplar atual da Desert Eagle, já com seu trilho picatinny para assessórios montado na estrutura do cano.
    Como pode-se observar as munições que a DE usam são sempre muito potentes. Nesse aspecto vale prestar um pouco mais atenção na munição do calibre 50 AE ou "Action Express", desenvolvido ao fim dos anos 80 do século XX. Para os amigos terem uma idéia do "poder de impacto" dessa munição vamos observar os números de algumas munições bem familiares de nós, pobres brasileiros limitados ao calibre 38 para revolveres e 380 ACP para pistolas semi automática.
    A munição calibre 38 de melhor desempenho disponível para o mercado brasileiro é a CBC 38 silver +P+ com projétil expansivo de 125 grains de peso, e cuja energia na boca do cano chega a 39 kgf. Já a munição 357 Magnum, proibida para civis brasileiros, consegue o impacto com energia de 74 kgf. Lembram o que disse na parte de cima do texto sobre os 96% de poder de parada? Então... é dessa munição esse índice. E o 50 AE? Qual é o poder de impacto dessa "mimosa" munição? Bom pessoal... segurem essa: 224 kgf (duzentos e vinte e quatro quilograma força) Não escrevi errado. Ou seja.... Uma "artilharia" de mão. O projétil que atinge o alvo com essa força tem 300 grains e uma velocidade, na boca do cano, de 470 m/seg. Já deu para formar uma imagem na cabeça de você, leitor, sobre o que deve ser o recuo dessa arma no momento do disparo né? A Desert Eagle no calibre 50 AE é uma das mais potentes armas curtas do mundo.
    O recuo, de uma certa forma, é algo inerente a DE devido a só fazer uso de munições "apimentadas" porém, uma outra característica deste modelo de arma é sua precisão acima da média para uma arma curta. Sua empunhadura, devido as munições de grande tamanho, é, igualmente grande, sendo difícil operar com apenas uma mão, principalmente se suas mãos não forem de tamanho avantajado.

    Acima: O slide aberto e travado nessa DE permite observar a cabeça do ferrolho rotativo que faz esta pistola tão diferente das outras.
    Com todo esse tamanho, e poder de fogo, é evidente que a DE não é o que poderíamos chamar de "perfeição tática". Seu tamanho, peso, e elevado recuo, a tornam inadequada para o combate, sendo por isso, uma arma mais adequada para fins recreativos, caça ou para se defender de um ataque de urso agressivo. Mesmo assim, alguns militares do exército de Israel, incluindo um que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente, usa esta arma como pistola de porte. Porém, quero deixar claro que não se trata de um armamento padrão da tropa daquele país. No mais, as DE são quase que onipresente nos mais diversos filmes de Hollywood devido a seu aspecto impressionante (lembrei do agente Smith de Matrix). Uma outra curiosidade sobre esta arma que me lembrei é que se trata de uma pistola bastante cara, mesmo no mais acessível mercado norte americano, onde seu preço pode variar entre U$ 1563,00 até U$ 2156,00, valores estes, mais comuns quando tratamos de fuzis de assalto.


    FICHA TÉCNICA 
    Calibre: 357 Magnum, 41 Magnum (fora de linha), 440 Cor-Bon (fora de linha), 44 Magnum, e  50 AE.
    Peso: 1715 g (Vazia)
    Capacidade: 9+1 (357 Magnum), 8+1 (44 Magnum), 7+1 (50 AE).
    Comprimento do cano: 6 pol.
    Comprimento total: 375 mm
    Sistema de operação: Aproveitamento de gases com ferrolho rotativo Ação simples.
    Mira: Fixa. Há trilho picatinny para lunetas ou aparelhos ópticos.


    Acima:Um exemplar da DE com cano de 10 polegadas usado para tiro a silhuetas metálicas ou mesmo caça.


    Acima:Este moderno exemplar da DE está equipado com um compensador para redução do recuo da arma. Esse acessório vem instalado de fábrica e representa uma das muitos opções dentro da família Desert Eagle

    Acima:O ator nigeriano Hugo Weaving, na pele do personagem Agente Smith em Matrix usa a Desert Eagle como arma de porte. Essa pistola é muito frequente nos filmes de Hollywood.

    ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COM A DESERT EAGLE EM AÇÃO!

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    Olá amigos. 
    Devido ao meu retorno ao período de aulas, as atualizações dos três Blogs Campo de Batalha estarão suspensas até meados de julho quando estarei concluindo minha graduação em Recursos Humanos. Conto com a compreensão de vocês pois realmente não sobra tempo depois de trabalhar e estudar, para fazer as atualizações do blog.
    Mas como tem sido, desde que entrei nesse curso, assim que se encerrar as aulas, voltaremos com novas matérias.
    Abraços